Parque Tecnológico funcionará em novembro
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quarta-feira, 12 de março de 2003
Benê Bianchi<br> Reportagem Local 
Londrina A primeira fase das obras do Parque Tecnológico Francisco Sciarra, a ser implantado na zona leste da cidade, deverá estar concluída até novembro, abrigando o Tecnocentro e 20 pequenas e micro empresas de base tecnológica. O calendário foi apresentado ontem pelo diretor-executivo da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região (Adetec), Tadeu Felismino, durante o IV Fórum Londrina Tecnópolis.
As obras de reforma do prédio já existente no terreno destinado ao parque (onde funcionaria uma fábrica da Pepsi Cola) para esta primeira etapa do projeto irá consumir cerca de R$ 1 milhão e compreende apenas a conclusão do piso térreo. Segundo Felismino, 50% desses recursos estão viabilizados e o restante está em processo de captação.
Também ontem, o diretor do Instituto Prointer, Héctor Hernán González Osorio, apresentou a versão final do Plano de Negócios e Plano de Atração de Empresas do parque, segundo o qual o prazo para consolidação de todo o projeto e pleno funcionamento do complexo será de sete a 10 anos e deverá consumir recursos da ordem de R$ 12,5 milhões. Só para a conclusão da primeira etapa, contemplando a finalização do prédio de cinco mil metros quadrados como previsto no projeto, serão necessários R$ 3,5 milhões. O restante do dinheiro será investido nas obras de ampliação, urbanização e toda a infra-estrutura necessária para o funcionamento das empresas de alta tecnologia.
De acordo com a exposição de Osório, os estudos realizados apontaram que o empreendimento é altamente rentável. Entre os vários números apresentados por ele, está o custo para a geração de emprego nas empresas a serem instaladas no parque. ''Os empregos gerados por essas empresas custam 50% do valor do emprego gerado na agroindústria e apenas 6% do valor dos empregos gerados no setor industrial'', informa.
Os salários pagos, segundo ele, injetaria um volume de dinheiro na economia local equivalente a 77% do valor total dos investimentos após cinco anos de pleno funcionamento do parque. A geração de impostos, diz ele, alcançaria 85% do total dos investimentos em sete anos e 200% em 15 anos. O estudo realizado pela Prointer também aborda, entre outros itens, a forma de manutenção do parque, que seria por meio da locação de espaços e venda de terrenos para a instalação de empresas na área.
Com a instalação do Parque Tecnológico, a expectativa é que Londrina se converta em referência nacional no setor, alcançando o mesmo nível que tem, hoje, a cidade de Campinas (SP). ''Voltaremos a ter projeção nacional e internacional, gerando empregos qualificados nos próximos anos'', acredita Felismino.
Durante o Fórum foi ainda assinado um convênio entre Adetec, Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) e a Rational, maior empresa mundial de engenharia de software. O convênio prevê a facilitação do acesso de pequenas e micro empresas à tecnologia disponibilizada pela Rational, que hoje só é acessível a grandes empresas.


