Fechada em junho de 2000, a Incubadora Industrial, então administrada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), mantinha índice de mortalidade de 14%, também inferior à média nacional. ''Das 50 empresas que passaram por nossas mãos, pelo menos 35 ainda estão atuando'', conta Silas Gonçalves de Barros, ex-gerente da incubadora. Espaço físico, infra-estrutura, serviços de informática, cursos de gestão empresarial e de tecnologia eram oferecidos aos administradores dos projetos incubados.
Barros lembrou de empresas de sucesso no País que passaram pela incubadora, como a Angelus, especializada em soluções odontológicas, a Silvia Dorê, de confecções, e a Guest, de tecnologia. ''E elas geram divisas para todo o País, já que exportam'', citando o caso da Angelus, que funcionou na incubadora entre 1994 e 1996. A empresa, por sinal, tem estimativas de faturamento de R$ 7 milhões em 2004, dos quais 14% devem ser produto de exportações. Segundo o diretor de marketing da Angelus, Paulo Santana, a assessoria prestada pela incubadora foi imprescindível para a criação da empresa. ''O auxílio inicial serviu de base para que pudéssemos nos profissionalizar cada vez mais e explorar nosso potencial'', diz.
De acordo com Barros, o fim da incubadora foi decretado com o início da administração da Codel. ''Parcerias importantes como as do Sebrae e Senai não foram mantidas e o uso político do projeto baixou o nível dos empreendimentos que passaram a ser aceitos''.

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