São Paulo - O interventor da Parmalat Brasil, Keyler Carvalho da Rocha, está negociando a retomada do fornecimento de matérias-primas com credores da empresa. Desta forma, a empresa conseguirá normalizar a produção, que opera hoje com menos de 40% de sua capacidade instalada no País.
Segundo ele, uma das negociações permitirá a retomada da produção de biscoitos na unidade de Jundiaí (60 km de SP). A estimativa é que a unidade volte a funcionar a partir de amanhã, com a retomada do fornecimento de farinha de trigo. ''Estamos atacando em todas as frentes. Precisamos negociar com fornecedores e com bancos. Precisamos colocar a empresa para funcionar'', disse Rocha.
O interventor admitiu que sem crédito bancário será difícil normalizar a produção da Parmalat Brasil, que segundo ele está funcionando com uma capacidade ''precária''. Ao mesmo tempo em que busca crédito e matérias-primas, Rocha diz que também precisa reanimar os funcionários.
Ele se reuniu ontem de manhã com um grupo de funcionários de São Paulo. O objetivo foi ''melhorar o ânimo'' dos empregados. Rocha afirmou que a decisão do juiz da 29 Vara Cível de São Paulo, Núncio Theóphilo Neto, que na sexta-feira suspendeu a análise do pedido de concordata preventiva da Parmalat Alimentos e de sua controladora, a Parmalat Participações, não prejudicará a empresa.
''A Justiça é quem decidirá se há conflito de competência. Enquanto isto, está mantido o prazo de suspensão dos pagamentos por seis meses'', disse ele referindo-se ao despacho do juiz da 42 Vara Cível de São Paulo, Carlos Henrique Abrão. O juiz determinou na semana passada a intervenção na Parmalat e destituição dos antigos diretores.

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