Brasília - A crise da Parmalat pode deixar a Previdência Social com um mico nas mãos superior a R$ 3,5 milhões. Esse é apenas o montante da dívida da empresa com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inscrito em dívida ativa. Outros R$ 353 mil, também em dívida ativa, estão em nome da empresa Sodilac, incorporada pela Parmalat Brasil anos atrás.
A Previdência Social não informa o montante da dívida ainda em fase de cobrança administrativa. Da cobrança em dívida ativa, constante do cadastro de devedores da Previdência Social atualizado até o mês de setembro de 2003, estão discriminados os processos e a situação em que se encontram na Justiça. De acordo com a Previdência Social, o total da dívida ativa da Parmalat está dividido em 19 processos. Em todos eles o INSS solicitou a penhora dos bens em valor suficiente para a cobertura do débito.
Na história das falências e concordadas o saldo não é bom para a Previdência Social. Mesmo tendo a penhora dos bens, o INSS acaba não recebendo a totalidade da dívida. Isso porque o débito previdenciário vem depois das dívidas trabalhistas na lista dos credores preferenciais e quando a empresa entra em estado pré-falimentar ela está tão depauperada que os seus bens, muitas vezes, não são suficientes para o atendimento completo de todos os credores.

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