Curitiba - A Parmalat Brasil divulgou nota oficial ontem informando que as unidades brasileiras não serão afetadas com a concordata do grupo na Itália. A empresa foi declarada insolvente pela justiça italiana após confirmar um rombo de 3,95 bilhões de euros na sua contabilidade. Análises independentes apontam para um rombo superior a 10 bilhões de euros (cerca de US$ 12,4 bilhões).
A Parmalat tem oito fábricas no Brasil, sendo uma em Carambeí (região de Ponta Grossa) com o nome de Batávia S.A. A unidade paranaense tem cerca de dois mil funcionários, que estão apreensivos com a possibilidade da crise se espalhar para fora da Itália.
De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, o pedido de concordata, feito no dia 24, e a declaração de insolvência, no dia 26, são medidas que impedem a cobrança judicial de credores por um prazo de 120 dias. Nesse período deve ser apresentado um plano de reestruturação da empresa. A insolvência permite que a Parmalat continue operando e pagando seus funcionários e fornecedores. O governo italiano nomeou Enrico Bondi, um administrador de crises, para resgatar a Parmalat.
A ''maquiagem'' na contabilidade da empresa levou à prisão o fundador e ex-presidente da Parmalat, Calisto Tanzi. Cerca de 20 pessoas, incluindo atuais e antigos executivos da Parmalat e auditores, estão sendo investigados pela justiça italiana por fraude, contabilidade falsa e manipulação de mercado.
A nota informa ainda que em meados deste mês, foram tomadas decisões para proteger as operações da Parmalat Brasil. A Batávia é líder no mercado de leites no Paraná, com participação de 18% e de 20% no setor de refrigerados (iogurtes, petit suisse, sobremesas e leite fermentado). Na unidade de Carambeí são fabricados cerca de 200 produtos. Em outubro, a empresa finalizou a ampliação da fábrica, o que gerou cerca de 300 novos empregos.

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