Parmalat adquire controle da Batavo
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terça-feira, 07 de outubro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
César AugustoParticipaçãoMarca Batavo detém 10% do mercado nacional de iogurtes, carro-chefe da CCLPL Os produtores associados às cooperativas Arapoti, Batavo e Castrolanda estão na expectativa da divulgação oficial da diretoria da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná (CCLPL) sobre a venda da empresa para o grupo italiano Parmalat. O anúncio oficial da diretoria deverá ser feito nas próximas semanas e interessa de perto os 1,7 mil produtores associados às cooperativas do ABC que entregam a produção para ser industrializada pela CCLPL.
Nas reuniões feitas com associados sobre a participação acionária circulou informação de que a Parmalat ficaria com 51% das ações e com o comando da empresa que será transformada em sociedade anônima.
A venda da Batavo ocorre quando a empresa planejou investir quase R$ 40 milhões esse ano para fortalecer a atuação da empresa no segmento lácteo. Segundo informações divulgadas em abril de 1997, a Cooperativa aplicou R$ 30 milhões no incremento de 60% da capacidade de processamento de leite e na aquisição de máquinas e equipamentos para a fabricação de produtos com maior valor agregado. A expectativa com esses investimentos era alcançar um faturamento de R$ 515 milhões este ano, contra R$ 393 milhões em 1996.
A CCLPL recebe cerca de 500 litros de leite por dia das cooperativas do ABC e outros 480 mil litros de leite diários vindos das cooperativas ligadas ao grupo catarinense Agromilk, totalizando quase 1 milhão de litros de leite por dia. Em agosto a Central industrializou 33 milhões de litros por mês, revelando que dispõe da maior estrutura para industrialização de leite no Estado.
A assessoria da Parmalat, em São Paulo, continua afirmando que o grupo só vai se pronunciar quando ocorrer uma posição oficial da Batavo. Mas não nega mais as negociações entre os dois grupos. Nas reuniões com os associados, chegou a ser mencionado que um diretor da CCLPL veio da Parmalat para a Central há 1,5 ano para alinhavar as negociações. Inclusive a compra do grupo Agromilk, no Oeste Catarinense, já fazia parte da estratégia de aumentar a capacidade de recebimento de leite para preparar a empresa para uma futura venda.
O questionamento que os associados fazem agora é sobre o preço do leite. No mês de setembro, época de entressafra, a Batavo pagou R$ 0,28 o litro bruto. Com os descontos de frete e outras taxas, o preço líquido baixa para R$ 0,25 o litro. No município de Sengés, onde a Parmalat já atua na compra de leite, os produtores estão recebendo entre R$ 0,03 e R$ 0,05 a mais por litro, em relação ao preço pago pela Batavo.


