O Parlasul – Bloco Parlamentar Agropecuário dos estados da região Sul – se reúne amanhã, em Florianópolis, para discutir as estratégias de combate à febre aftosa na região do Sul do país. A preocupação dos deputados é que o risco de propagação da doença ainda existe e ameaça o status sanitário conquistado pelos estados dos Circuitos Pecuários Sul e Centro-Oeste. Participarão da reunião os representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. O secretário nacional da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos Oliveira, estará presente à reunião.
O representante da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Orlando Pessutti (PMDB-PR), vai sugerir que a Vigilância Sanitária dos Estados e do Ministério da Agricultura seja reforçada pelos homens do Exército, tanto nas fronteiras interestaduais como nas internacionais. O deputado defende a ampliação do número de barreiras, de pessoas na fiscalização e isso não se consegue facilmente a não ser com o reforço do Exército.
Segundo Pessutti, é alto o risco do vírus da aftosa se propagar por veículos que transitam pela região infectada, no Noroeste do Rio Grande do Sul, em direção à Santa Catarina e ao Paraná. O vírus pode estar presente também nas roupas, cabelos, pneus, carrocerias, ‘‘daí a necessidade de um trabalho de desinfeção total’’, sugeriu.
Pessutti justifica que só a presença do Exército numa barreira de fiscalização já inibe a tentativa de passar animais ou produtos de origem animal de forma clandestina. Apesar do esforço das equipes de fiscalização da Defesa Sanitária Animal, Pessutti ainda ve vulnerabilidade nas barreiras que controlam o trânsito do animais. ‘‘Estão transportando carne clandestina do Paraguai para o Paraná em porta-mala de veículos’’, justificou.
O deputado destaca que se convenceu que o trabalho de combate à febre aftosa virou caso de segurança nacional. Ele reconhece que o desgaste físico das pessoas que se dedicam à fiscalização é muito grande e a necessidade de se manter alertas durante 24 horas. ‘‘Daí que o momento exige uma suplementação dessa estrutura’’, afirmou.
Outro assunto que será discutido na reunião é a falta de transparência de ações adotadas no combate à doença por parte dos países vizinhos como Argentina e Paraguai. ‘‘Esse jogo de empurra entre os dois países só aumenta o risco de propagação da doença’’, lembrou.

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