O ministro-chefe da Casa Civil e presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE), Pedro Parente, descartou ontem a possibilidade de o governo federal decretar estado de emergência em decorrência da crise no setor elétrico. ‘‘Não é o caso de falar de estado de emergência’’, afirmou, em rápida declaração no Palácio do Planalto. ‘‘Eu quero só esclarecer isso: não se pensou, não se falou’’, frisou, criando o primeiro caso de divergência em público de ministros do governo Fernando Henrique Cardoso por causa das medidas de racionamento de energia.
Elegante, porém um tanto irritado, Parente desautorizou declarações dadas, em São Paulo, pelo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, para quem a situação gerada pela iminente crise no setor elétrico já leva o País ao estado de emergência e só faltaria ao governo admiti-lo.

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