A Microsoft do Brasil e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) anunciam para março o início do curso Students to Business (S2B), numa tradução aproximada: Estudantes para Negócios. O curso é gratuito e visa dar noções básicas de computação para o grande público, desde conhecimento em software (programas de computadores) e até hardware (a parte física do PC). Poderão participar todos os interessados em aprender computação. As aulas serão presenciais e a distância (via internet). Caso o aluno não conheça nada de computação, será oferecido um curso inicial de 15 horas, chamado de Alfabetização em Informática. As aulas devem terminar em 30 de junho, podendo ser estendidas dependendo do desempenho do aluno. Estão previstas 2 mil inscrições.
O total do S2B é de 140 horas aulas. A partir deste conhecimento básico, os alunos terão noções de programação e outras etapas. O acordo foi sacramentado com a empresa americana em São Paulo, pelo reitor da universidade, Wilmar Marçal, no final de dezembro. A iniciativa visa cobrir o déficit de profissionais na área de tecnologia da informação (TI) para 137 empresas da região de Londrina.
O presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL-TI), Marcus Friedrich Von Borstel, garantiu que toda mão-de-obra gerada com a formação destes profissionais pela UEL no curso será prontamente absorvida pela iniciativa privada. O gerente Regional Sul da Microsoft do Brasil, Adriano Della Coletta, informou que o curso tem padrão internacional. ''O aluno irá receber o certificado da Microsoft e da UEL'', afirmou.
68 mil estudantes já participaram do projeto S2B em todo País, desde o início de 2008. Destes, apenas 3 mil conseguiram concluir os estudos no final do ano passado. Apesar de ter salários atrativos, variando entre R$ 800 e R$ 3 mil para início de carreira, o curso exige conhecimentos em matemática e pensamento lógico. Além da parte de programação (criação de software), o aluno desenvolverá conhecimentos na área de segurança em ambientes de informática, funcionamento de sistemas operacionais, servidores entre outros. ''O estudante precisa se esforçar'', diz Colleta.
Segundo o reitor, a data para inscrição e o início do curso ainda será determinada em reunião com Assessoria de Tecnologia da UEL. ''Vamos divulgar tudo, tão logo tivermos acertado estes detalhes'', afirmou Marçal. O diretor Centro de Ciências Exatas (CCE) da UEL e Coordenador do Projeto, Dirceu Moreira Guazzi informou que o aluno terá aulas presenciais no início, no meio e ao final do curso, cada uma com 8 horas aula. O restante será feito via internet, com material didático, exercícios e provas totalmente disponíveis no ambiente virtual. ''O tempo de estudo e entrega das provas será ditado pelo ritmo do aluno'', informa.
O prazo final é 30 de junho, quando os estudantes deverão concluir todos os módulos do curso. Entre as etapas, estão previstas noções de informática, sistemas operacionais, como utilizar produtivamente programas como Word, Excel, Acess entre outros. Sobre as dificuldades para o aluno que não disponha de computador, Guazzi informou que os computadores da UEL estarão à disposição para quem necessitar, desde que previamente agendado no CCE.
Ele orientou os estudantes a utilizarem lan houses ou espaços onde estão disponíveis computadores para uso público. Havendo dificuldade ainda, o coordenador informou que será disponibilizado um CD-ROM, com todo curso off line. ''É só o aluno usar um computador de um amigo ou onde puder e estudar'', dá a dica, lembrando que as provas serão feitas via internet.

mockup