Curitiba- Há três anos, a DHL Worldwide Express, especializada em transporte e maior operadora de logística do mundo, desenvolve um projeto-piloto na área de logística reversiva. O projeto foi concebido para atender necessidades da indústria de informática Hewlett Packard (HP), que não conseguia prestar serviço de manutenção a seus clientes. A DHL passou a fazer não só o transporte dos produtos entre os pontos de assistência técnica existentes no Brasil e a oficina, em Guarulhos, mas também desenvolveu um sistema completo de acompanhamento do processo, que envolve armazenagem, controle do tempo, relatórios de gerência entre outros itens.
''Conseguimos reduzir o custo e o tempo que o cliente fica sem o produto'', diz Silva. De acordo com ele, a intenção é monitorar o serviço mais um tempo e, depois etender o serviço para todo o Brasil e América Latina.
Outro bom exemplo de logística reversiva é a parceria campanha de recolhimento de baterias usadas de celular, realizada em parceria entre a Tim Sul e a Organização Não-Governamental (ONG) Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), sediada em Curitiba. Existente desde setembro de 1999, a ação tirou de circulação 200 mil baterias que teriam ido parar no lixo comum, contaminando o lençol freático com metais pesados.
Este ano, a campanha ganhou uma nova logística de envio das baterias, que passou a contar com o apoio dos Correios. Com essa mudança, a média de recolhimento mensal de baterias passou de 2 mil, em 2002, para 7 mil. Só no primeiro semestre, foram devolvidos para reciclagem o dobro do que foi recolhido em todo o primeiro ano da campanha. ''Em pesquisas sobre a imagem da empresa, essa atividade da Tim é sempre citada, assim como os eventos culturais. Temos um conjunto de ações que transmite essa visão sobre a empresa'', diz a gerente de marketing da Tim Sul, Gabriela de Oliveira May Pereira. (M.G.)

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