Parceria sólida entre técnicos e cooperados
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
As últimas duas décadas foram suficientes para o agronegócio se transformar, principalmente quando se trata da produção de grãos. Lavouras tecnificadas, com manejo diferenciado e o surgimento das variedades transgênicas, impulsionaram a produtividade, sem contar o maior acesso dos produtores à informação e uma assistência técnica mais consolidada nas cooperativas.
Se há 20 anos o corpo técnico da Cooperativa Integrada contava com cerca de quatro profissionais para atender aos cooperados, hoje são aproximadamente 100 técnicos, agrônomos e veterinários no campo em todas as regiões de atuação da cooperativa. O gerente técnico da empresa, Irineu Batista, relembra que em meados da década de 1990 a produção de soja girava em torno de 55 sacas por hectare (ha), enquanto o milho era de 40 sacas/ha. Hoje, uma boa colheita da oleaginosa é de 80 sacas, enquanto o milho, 100 sacas. "À medida que o quadro de cooperados foi aumentando, o número de técnicos cresceu. Naquelas regiões deficientes, contratamos mais profissionais para atender os produtores. Esse sempre foi um ponto muito importante entre todos os serviços prestados pela cooperativa".
Junto ao incremento de produtividade, os cooperados também se capacitaram. Além de acesso a todo tipo de informação, hoje os produtores também possuem formação técnica, além de priorizar a capacitação dos filhos pensando na sucessão familiar. Para atender este novo perfil do campo, a Integrada realiza treinamentos constantes com os profissionais de assistência técnica, por meio de seminários, workshops e até viagens internacionais para conhecer novas tecnologias e produtores de ponta. "Os nossos profissionais têm o papel de buscar informações e repassá-las da melhor forma possível, tanto o pequeno quanto o grande produtor. O técnico deve ter uma linguagem adequada para transmitir tais conhecimentos e fazer com que essas novas tecnologias sejam realmente implementadas. Não basta ter uma grande ideia se ela não for efetivada no campo. Isso é uma luta constante", salienta Batista.
Outro ponto fundamental é o intercâmbio entre as cooperativas, já que a difusão de tecnologias e troca de experiências são fomentadas pelo sistema cooperativista. "Técnicos de uma cooperativa participam de dias de campo de outra e essa troca faz com que todos cresçam".


