A indústria de óleo de caroço de algodão da Algodoeira Limoeirense (Algolim), de Campo Mourão, que estava desativada há cerca de 10 anos, deve voltar a funcionar ainda este mês. A reativação está sendo viabilizada através de uma parceria com a Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil (Coopermibra), também de Campo Mourão.
O investimento para a revisão e recuperação dos equipamentos é de aproximadamente R$ 300 mil. Ao todo, 46 operários e técnicos estão trabalhando desde o mês passado na revisão das máquinas. A indústria tem capacidade para esmagar até 500 tonelas de algodão por dia, mas deverá entrar em operação processando 300 toneladas diárias.
A indústria vai gerar 100 empregos já na primeira fase e produzir óleo bruto de algodão, linter, pellets e farelo de algodão. O linter, que tem bastante procura no mercado internacional, é usado na fabricação de papel moeda, pólvora, filtro de cigarro e palmilha de sapatos, entre outros produtos. O óleo de algodão é utilizado na fabricação de margarinas e produtos hidrogenados.
A indústria fica em uma área residencial do Lar Paraná, o maior bairro de Campo Mourão. Por isso, uma empresa especializada de São Paulo foi contratada para assessorar a reativação das máquinas sem causar poluição ou problemas ambientais. Antes de firmar a parceria, a Algolim estudava a transferência da indústria para o Mato Grosso, onde já atua.

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