Parceria na engorda
Em Sorocaba, uma empresa está lançando o plano de investimento em carne de porco. É a Bawman Agropecuária, que promove uma parceria de engorda de suínos naquela região. Ela conseguiu os primeiros 100 investidores para o criatório localizado no município de São Roque. A previsão do diretor comercial da empresa, Carlos Nóia, é completar o confinamento da unidade-piloto no início de 97, com 150 investidores, 5 mil matrizes alojadas e capacidade para produzir 250 mil cabeças.
- O sucesso da parceria, segundo Nóia, em entrevista ao repórter José Maria Tomazela, da Agência Estado, está levando a Bawman a planejar a instalação de novas criações. Uma delas deverá ser instalada em Peruibe, no litoral sul paulista, em parceria com a prefeitura local. A outra no Sudoeste do Paraná. Temos propostas também do Estado de Goiás e de alguns Estados do Nordeste, disse. O sistema, conhecido como poupança-porco, garante (segundo o seu idealizador) um rendimento mínino de 48% ao ano. Mas, segundo Nóia, para a maior parte dos investidores a lucratividade anual tem chegado a 65,76%. No mínimo, cada um ganhou 55% em dinheiro vivo, enquanto as ações da bolsa de valores subiram em média 38%, disse.
- O negócio está atraindo principalmente profissionais liberais e pequenos empresários, pessoas que entendem muito pouco ou nada de porcos. Segundo Nóia, qualquer pessoa pode investir na parceria, adquirindo uma cota mínima de dois mil quilos de suíno, ou 50 cabeças, ao preço da cotação do dia. Em um ano, a pessoa resgata o que investiu, tendo garantido o rendimento mínimo de 48% referente à engorda. Outra opção é adquirir a mesma quantidade de carne em 12 parcelas, que serão resgatadas sucessivamente no ano seguinte.
- A Bawman se incumbe de todo o processo de criação, engorda e cruzamento dos animais. Estamos trabalhando com o que existe de melhor em suinocultura, garantiu Nóia. Veterinários e zootecnistas acompanham a criação, que é protegida por um seguro. Nenhum outro investimento é tão garantido, disse. O cardiologista José Roberto Tavaes, de São Paulo - conforme o repórter José Maria Tomazela - adquiriu dois mil quilos de suínos em novembro de 95, quando a parceria foi iniciada, pagando R$ 2.000,00. No início deste mês, resgatou 2.960 quilos, recebendo R$ 3.315,20. A lucratividade foi de 65,76% no período. Segundo Nóia, o investidor está reaplicando o resgate, mais R$ 2.000,00, por outro período de 12 meses. Se não fosse bom, ele pegava o dinheiro e aplicaria em outro lugar, afirmou.
Boi magro O mercado de reposição deve se valorizar. É o que prevêem analistas do mercado pecuário. A tendência de preços mais altos se origina da maciça liquidação dos rebanhos, principalmente fêmeas. De acordo com a Consultoria FNP, este ano o rebanho do País deve fechar com a redução de 4 milhões de vacas, abatidas por os pecuaristas terem julgado baixas as cotações para a carne bovina. Conselho de Pecuária de Corte estima que o abate de fêmeas têm sido 20% maior em 96.





