Com crescimento de cerca de 4,5% ao ano, a Tecnologia da Informação (TI) é considerada um setor em alta devido às suas inúmeras possibilidades e ao seu alcance. Empresas de todos os setores da sociedade hoje se beneficiam das soluções trazidas pela TI ou terão de se valer desses recursos para se tornarem mais competitivas. "Se a empresa não tiver foco em competitividade, não vai conseguir se manter no mercado. A TI estará presente em todas as áreas no Brasil e no mundo. Tudo está se automatizando ou precisa ser automatizado, e é preciso haver impulsionamento na área de software", diz Fabian Petrait, vice-presidente da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).
Ele esteve ontem em Londrina para certificar o Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação como um agente da Softex no Paraná, o que habilita a entidade a ser representante da Associação no Estado. A Softex é uma organização sem fins lucrativos que promove ações voltadas à qualidade e à competitividade das empresas da indústria brasileira de TI.
"Além de representar a Softex regionalmente, abre-se para o Instituto um leque de oportunidades de incluir no seu portfólio programas e projetos que irão agregar para o crescimento das empresas", declara Petrait. Segundo ele observa, entre as ações do Softex destacam-se a proposição e o auxílio em políticas públicas na área de TI como nos programas federais TI Maior, Brasil Mais TI e Start-Up Brasil. A Associação também possui projetos e programas ligados à inovação, à capacitação, à exportação, à pesquisa e ao desenvolvimento, ao mapeamento de competências e à empregabilidade voltadas à indústria de Tecnologia da Informação.
A Softex oferece ainda uma linha de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas de software. Desde que começou, em 1997, o programa, chamado de Prosoft-Empresa, já liberou cerca de R$ 3,1 bilhões para companhias do setor. Em 2015, foram R$ 73 milhões. "Tudo o que pleiteamos e que teve enquadramento tiveram recursos aprovados."

Parceria
Com a agência regional, também existe a possibilidade de implantação de programas do Softex regionalmente se houver parceria com a prefeitura. O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Pedro Sella, já afirmou que o município tem interesse em ações que fortaleçam o setor produtivo da cidade. "O objetivo da diretoria da Codel é interagir e apoiar todas as iniciativas que fortaleçam o setor produtivo da cidade."
De acordo com o vice-presidente, há 22 agentes regionais do Softex espalhados pelas estados brasileiros, sendo que agora três deles estão no Paraná. Além de Londrina, Maringá e Curitiba também possuem agentes. A parceria do Instituto Senai de Tecnologia no desenvolvimento do programa de qualidade do desenvolvimento de software da Softex, conforme Petrait, foi crucial para a efetivação da entidade como agente da Associação.
Segundo a coordenadora de serviços técnicos e inovação do Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação, Silvana Kumura, o credenciamento da entidade irá trazer os programas da Associação para mais perto do empresário de Londrina. "O Instituto vai passar a ser um ‘braço’ do Softex. Isso faz com que haja mais proximidade com a Associação com ações mais regionais." Presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Londrina e Região (APL de TI de Londrina e Região), Luis Carlos Silva diz ter a expectativa de que a existência de um agente do Softex em Londrina irá beneficiar as empresas do setor da região com estímulo para a certificação com selos de qualidade. "Fora isso, são ‘n’ possibilidades ligadas à educação e a políticas públicas que chegam com o agente Softex."

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