Parceria garante renda nas vilas rurais
Da Redação
O programa de vilas rurais começa a entrar em nova fase, que vai priorizar a viabilidade econômica das famílias de trabalhadores rurais. Para isso, o governo estadual vai lançar outro programa, que é o Sócio da Vila. A solenidade vai acontecer em Marilena, município da região Noroeste do Estado, no dia 6 de julho. Depois de garantir moradia e área de cultivo para a subsistência das famílias, o governo revela preocupação com a necessidade de gerar emprego e renda para as famílias.
Através do Sócio da Vila, as secretarias da Agricultura e Habitação irão firmar convênios com indústrias de transformação para garantir a compra da produção das vilas rurais, garantindo renda mensal ou anual para os moradores. A proposta do programa é estimular a multiplicação de parcerias que já vêm acontecendo. A indústria de conservas Zaelli já compra pepinos da vila rural de Xambre. E a Infrupar, indústria de polpa de frutas da região Noroeste, também compra a produção de maracujá da vila rural de Quatro Marcos, de Marilena.
Para o secretário da Agricultura, Antonio Poloni, esta é uma forma de aproximar a vila rural do empresário para que ela seja fornecedora de matéria prima ou mão-de-obra para empresas, inclusive para outras empresas, fora do segmento agroindústria. O importante é gerar trabalho para a ocupação de mão-de-obra, salientou.
Pelo menos seis empresas já confirmaram participação no programa Sócio da Vila. Serão assinados convênios com a indústria alimentícia Pinduca. Conhecida no segmento de industrialização de mandioca, a empresa pretende comprar a produção de pepino da Vila Rural Recanto Verde, em Terra Boa, da Vila rural São Cristóvão, de Jussara e da vila rural Usinas Santana, de Tapejara. A indústria de conservas Zaelli também vai comprar pepino da vila rural de Xambrê e Umuarama.
A indústria de polpas de frutas Infrupar vai assinar contrato com 10 vilas rurais para a compra de frutas. Serão beneficiadas as vilas rurais de Marilena, Querência do Norte, Goioerê, Alto Paraná, Jussara, São João do Caiuá, São Jorge do Patrocínio, Iretama, Loanda e Nova Londrina. A avícola Felipe, de Paranavaí, vai comprar aves produzidas pelas famílias da vila rural do distrito de Graciosa, em Paranavai. E a Steviafarma Industrial, de Maringá, vai fomentar o plantio e comprar a produção de frutas de pelo menos 100 famílias, que moram vilas rurais. Já a indústria de matais Imperatriz, também do Noroeste pretende firmar convênio para aproveitamento da mão de-obra das familias residentes na Vila Rural Sagrada Familia, de Loanda. Os vileiros vão prestar serviços para fabricação de torneiras, na própria vila.
A Seab aposta no efeito multiplicador desse programa. São 6,5 mil famílias de trabalhadores rurais que vivem hoje nas 172 vilas já instaladas e que em pouco tempo poderão ser beneficiadas com novos convênios a ser firmados. Outras 190 estão sendo construídas e deverão receber só esse ano, investimentos de R$ 48 milhões do programa Paraná 12 Meses, um dos executores do programa. Os recursos estão sendo financiados pelo Banco Mundial e contrapartida do governo estadual.
Para ampliar o programa e beneficiar mais vilas, será incentivada a criação de cooperativas de serviço, onde a comunidade garante o fornecimento de mão-deobra. À exemplo da indústria Imperatriz, no Noroeste, a Sadia está contratando os moradores da Vila Rural Água Viva, para trabalhar no aviário da empresa, em Francisco Beltrão. O DER também contratado os vileiros para serviços de manutenção das estradas da região.Proposta do programa Sócios da Vila é estimular convênios com indústrias, assegurando emprego para os moradores
DivulgaçãoO governo estadual aposta no efeito multiplicador do programa: 6,5 mil famílias vivem hoje nas 172 vilas; outras 190 estão sendo construídas.





