Embrapa, Iapar e Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária oficializaram ontem, no Hotel Sumatra, parceria de cooperação técnica e financeira para o desenvolvimento de cultivares de trigo para cultivo nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
O ato ocorreu na abertura do fórum ‘‘Valorização da Produção e Conservação de Grãos no Mercosul’’.
Ampliando de oito para 15 locais de testes, as 29 linhagens em andamento terão melhores condições de pesquisa. Duas novas variedades já estarão disponíveis no mercado de produção de sementes no próximo ano.
O projeto, que tem prazo de cinco anos, podendo ser renovado, envolve recursos financeiros da Fundação Meridional de cerca de R$ 400 mil/ano e da Embrapa, R$ 300 mil/ano. Para o Iapar, estão previstos investimentos anuais de R$ 150 mil. A instituição atuará principalmente na troca de serviços, permitindo que as linhagens de trigo da Embrapa sejam testadas nos campos de experimentação do Iapar e vice-versa.
Entre os fatores que serão avaliados na pesquisa estão: o ciclo do material genético, a tendência à acamamento, a reação à doenças, a qualidade industrial e a adapatação das linhagens em diferentes regiões produtoras. Com a parceria, a Fundação Meridional terá exclusividade da comercialização das cultivares que forem viabilizadas.
Segundo o presidente da Fundação Meridional, Geraldo Fróes, a parceria vem de encontro à necessidade de o País produzir mais trigo e diminuir a importação, que chega a quase 80% da demanda nacional. ‘‘A nossa meta é produzir em até cinco anos 50% do consumo nacional. Também precisamos que a indústria moageira se envolva, se comprometa a comprar o produto nacional’’, salientou Fróes.
Para o diretor-executivo da Embrapa, José Roberto Peres, a parceria é inovadora, propiciando mais eficiência na pesquisas, que dependerá menos de recursos públicos. A agilidade da inclusão dos avanços das pesquisas institucionais no agronegócio também foi o fator destacado pelo presidente do Iapar, Florindo Dalberto. ‘‘Oferecendo avanços tecnológicos com mais agilidade, estaremos oferecendo mais benefícios sociais ao setor’’, disse Dalberto.
O desenvolvimento do projeto envolverá o trabalho de 86 profissionais, com locais de testes nas seguintes cidades: No Paraná, em Londrina, Cambará, Campo Mourão, cascavel, Ponta Grossa, Pato Branco, Faxinal, Tibagi, Guarapuava e Palotina. Em Santa Catarina, Abelardo Luz e Campos Novos. Em São Paulo, Ibirarema e Pedrinhas Paulista.

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