CARROS Parceria Fiat-GM não abala a Volks Para montadora, união das concorrentes não representará aumento nas vendas e ganho de mercado no Brasil a curto prazo DivulgaçãoCOMEMORAÇÃOHebert Demel e o governador Jaime Lerner junto ao carro número 13 milhões, produzido na unidade de São José dos Pinhais Carmem Murara De Curitiba-PR A diretoria da montadora Volkswagen/Audi tentou demonstrar ontem que não está preocupada com a união das duas concorrentes Fiat e General Motors, que anunciaram parceria acionária e fusão de algumas linhas de produção de motores. Ao anunciar a aliança, na segunda-feira, em Detroit (EUA), as montadoras disseram que a aliança dará origem a joint ventures para operações de compra. Segundo o presidente da Volkswagen para a América Latina, Hebert Demel, a operação feita pelas duas montadoras não representará aumento nas vendas e ganho de mercado no País, a curto prazo. Herbert Demel esteve na fábrica da Audi, em São José dos Pinhais, para acompanhar a comemoração da produção nacional do carro número 13 milhões. Desde que se instalou no Brasil, com sua fábrica em São Bernardo do Campo, a montadora fabricou 13 milhões de carros, garantindo a sua liderança no mercado nacional. ‘‘Se somármos o segundo e o terceiro carros mais vendidos, eles não batem o nosso Gol. Somos o líder de mercado e por isso não nos preocupamos com fusão’’, afirmou o vice-presidente de Assuntos Corporativos, Miguel Jorge. Mas Miguel Jorge deixou transparecer que há uma situação de apreensão para a montadora. ‘‘A preocupação será mais para o futuro, quando eventuais opções de compra de ações forem exercidas’’, admitiu o executivo. A americana General Motors que vai adquirir 20% das ações da italiana Fiat tem a preferência numa futura venda de papéis. Independente da mudança na concorrência, a Volkswagen garantiu que vai manter inalterada sua política de atuação. ‘‘Somos suficientemente grandes e com suficiente potencial para crescer. Não precisamos nos casar com ninguém’’, declarou Demel, ao fazer uma sutil provocação à Fiat e GM. Hoje a Volkswagen é líder de mercado no Brasil. A montadora vendeu 372,4 mil carros e caminhões, no ano passado, garantindo uma fatia de 29% do mercado. O modelo mais vendido é o Gol, que detém 22,7% das vendas. No México, a Volkswagen também é líder e na Argentina mantém um terceiro lugar. A expectativa para este ano é aumentar a venda em torno de 6%, segundo Hebert Demel. Mas para isso, a montadora espera contar com a ajuda do programa de renovação da frota, que pode ser colocado em prática até o fim deste semestre. O presidente da Volkswagen na América Latina disse que o plano será modesto, mas deverá ter mais eficiência do que o feito na Argentina. ‘‘Na Argentina, o governo e as montadoras tiveram de gastar muito dinheiro’’, disse Demel. Ele revelou estar cansado de esperar pelo início do programa, afinal já se somam dois anos de negociações entre montadoras e governo.

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