São Paulo A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), terceira maior exportadora brasileira, anunciou ontem a venda de seis jatos regionais do modelo ERJ 145, de 50 lugares, para a China Southern Airlines, maior companhia aérea chinesa. O valor do contrato não foi divulgado. No mercado, essa aeronave é estimada em US$ 20,1 milhões, o que resultaria em um contrato de US$ 120,6 milhões.
O negócio foi fechado pela Harbin Embraer, como é chamada a joint-venture (associação de empresas) criada no final de 2002 na China entre a fabricante brasileira de jatos, a Harbin Aircraft Industry e a Hafei Aviation Industry, ambas controladas pela AVIC II (Aviation Industry Corporation II). Nessa parceria, a Embraer é dona de 51% do capital.
O jato vendido foi apresentado no final do ano passado. As entregas devem começar em junho próximo e terminar em janeiro de 2005. As aeronaves precisam obter certificação local. São os primeiros aviões montados na China pela Harbin Embraer e o primeiro fechado da joint-venture com uma empresa aérea chinesa.
Com esse negócio, a frota de ERJ 145 na China aumenta para 11 aeronaves. Desde 2000, cinco desses jatos são operados pela Sichuan Airlines, controlada pela China Southern.
A China é um mercado promissor, segundo a Embraer. A companhia estima a demanda total do país por aeronaves regionais no segmento de 30 a 120 assentos em 635 unidades nos próximos 20 anos.
A joint venture da Embraer com a AVIC II foi anunciada em dezembro de 2002. A parceria previa a produção sob licença de todas as versões da família de jatos regionais, incluindo os ERJ 135, ERJ 140 e ERJ 145 aeronaves com 37 a 50 assentos.

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