Parceria capacita setor do vestuário
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quarta-feira, 29 de março de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Uma parceria entre Senai, Sebrae e Sindicato da Indústria do Vestuário (Sivepar) irá capacitar mão-de-obra para o setor. É um projeto ambicioso, que vai consumir cerca de R$ 5 milhões, mas também irá trazer a profissionalização para um dos maiores segmentos industriais de Londrina e região. São cerca de 400 empresas que geram cerca de 12 mil empregos. Essa demanda do setor vem de um movimento, iniciado há cerca de quatro anos, que transformou Londrina e o restante do Estado em pólo criador de moda.
Esse novo perfil do Paraná vem de uma mudança cultural do próprio empresariado, que hoje busca mercado em um mundo globalizado e, por isso, tem que oferecer produtos diferenciados. A partir desta percepção, as indústrias passaram de simples facções a centros criadores de moda. A consequência foi o surgimento de marcas próprias, que agregam maior valor ao produto. E a partir dessas transformações, surgiu a necessidade da capacitação dos trabalhadores. Foi quando foi firmada, no final de 2004, a parceria entre as entidades.
O projeto começou a ser desenvolvido no início do ano passado. O Senai firmou parceria com a Audaces, empresa privada de Santa Catarina, que desenvolve softwares para a automatização de processos industriais. Para o setor de confecções, o programa agiliza processos de modelagem, graduação, encaixe, risco e corte. É o único software nacional, com um custo menor do que os similiares importados. Através desta parceria, estão sendo ministradas aulas de capacitação para funcionários de indústrias que já utilizavam o programa, porém, de maneira subaproveitada.
''A idéia é mostrar o que Londrina faz. O desenvolvimento de uma marca própria é mais importante para a indústria porque agrega valor'', salienta Marcos Tadeu Koslovski, presidente do Sivepar. Em fevereiro, tiveram início as obras do Centro Tecnológico do Vestuário e da Moda, que vai funcionar dentro da própria estrutura do Senai (Rua Belém, região central). A previsão é o que o prédio, de cerca de 3 mil metros quadrados, esteja concluído em agosto, quando estão programados o início de vários cursos de capacitação.
Atualmente, a entidade oferece 300 vagas de cursos ligados ao vestuário. No entanto, esse número será ampliado em mil novas vagas, quando essa estrutura física estiver pronta. O prédio terá salas de aula, laboratórios de costura, confecção e desenvolvimento de produtos e coleção, além de salas de treinamento. Também serão ofertados um curso técnico em Confecção e uma pós-graduação lato senso em Gestão da Moda. Estão em andamento cursos profissionalizantes para aprendizes (com idade entre 14 e 24 anos).
''O Senai está retomando as atividades para atender as indústrias do vestuário, para capacitar a mão-de-obra nas áreas de produção, modelagem e gestão da moda. Esses investimentos irão incrementar o setor'', afirma Alexandre Lourenço Ferreira, gerente do Senai. Além da estrutura física e de cursos, a entidade ainda oferece uma Rede de Tecnologia (Retec), desenvolvida pela Federação das Indústrias do Paraná. Através da Retec, os empresários apresentam as suas demandas e as soluções são estudadas pelos técnicos.
Ainda há o Núcleo de Formação Tecnológico, onde os profissionais podem buscar informações sobre o mercado mundial da moda e as suas tendências. Os custos para participação nos programas não foram divulgados. No entanto, o gerente do Senai informa que alguns projetos são subsidiados pela própria entidade.
Serviço
- Senai - tel.43/3376-8000; Sivepar, tel. 43/3342-1927


