Parcelamentos e abonos devem crescer
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Francisco Carlo de Assis<br> Agência Estado 
São Paulo - A atual conjuntura da economia, que abriga previsões de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 2%, deverá levar a um aumento da utilização por parte das empresas de parcelamentos, escalonamento e concessão de abonos salariais para a recomposição das perdas salariais pela inflação. A previsão é do coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, durante apresentação do balanço das negociações dos reajustes salariais do primeiro semestre de 2015.
Apesar de não serem elementos novos nas negociações salariais, em época de crise eles tendem a aumentar, reforça Silvestre. Neste contexto, as empresas devem negociar com os trabalhadores o parcelamento da inflação acumulada em 12 meses até a data-base da categoria, pagamento de abonos e/ou escalonamento dos reajustes por faixas salariais.
Para Silvestre, com a aceleração da taxa de desemprego de uma média de 4,8% em 2014 para atuais 7,5% em 2015, tomando como base a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há dificuldades neste ano para as negociações de bons reajustes salariais. Este ano, segundo ele, a renda média dos trabalhadores teve uma perda acima de 1%.


