A expectativa do Banco do Brasil é que 90% dos contratos de securitização da dívida agrícola foram pagos ontem, dia do vencimento da primeira parcela. A estimativa foi feita com base em consulta às principais agências, em Cascavel, Londrina e Maringá, que concentram a maior parte dos débitos. Segundo a Superintendência do BB, devem ser poucos os produtores que vão pedir prorrogação ou revisão da dívida.
Na avaliação da Faep até ontem, muitos produtores ainda ligavam para a entidade preocupados alegando dificuldades para fazer o pagamento da securitização. Principalmente os produtores que tiveram problemas com a comercialização do milho que ficou bem abaixo do preço mínimo durante todo o primeiro sementre. E também os produtores de feijão que tiveram a colheita frustrada em função do excesso de chuvas. Esses prejuízos deverão ser avaliados pelo BB, acredita o presidente da Faep, Ágide Meneguette.
Agora que parte da dívida foi paga a Faep exige uma contrapartida do governo. O presidente da entidade, Ágide Meneguette, afirmou que o governo tem de arrumar os recursos que prometeu para complementar o plantio da safra de verão. Ele avalia que no Paraná faltam cerca de R$ 300 milhões para concluir o plantio.
Segundo Meneguette, o governo fez uma previsão que não se confirmou. Ao anunciar recursos da ordem de R$ 5 bi para o plantio da safra, contava com R$ 3,5 bi da exigibilidades bancária, através da qual os bancos têm de destinar 25% dos depósitos à vista para a agricultura. Ocorre que os bancos privados revelaram que não tinham interesse em financiar a agricultura e o dinheiro não apareceu, o que desencadeou uma disputa acirrada por recursos do crédito rural, afirmou.

mockup