Os parasitoides encontrados na região estudada pela Embrapa Soja são principalmente moscas da família Tachinidae, que se desenvolvem no interior da lagarta e, ao completar seu desenvolvimento, matam o inseto promovendo um controle natural da praga. Durante o estudo, pesquisadores descobriram nas lagartas infestadas de um a quatro parasitoides por animal. Segundo a pesquisadora da entidade Clara Beatriz Hoffmann Campo, isso indica potencial multiplicador desse inimigo natural.
Segundo a avaliação dela, esses parasitoides observados no laboratório já são bem conhecidos, atacando também lagartas das espécies Anticarsia e a Spodoptera. Para auxiliar os técnicos e produtores a relembrar as estratégias do Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja), a Embrapa Soja disponibilizou um folder em linguagem didática com as principais dicas de como proceder no combate à praga. O conteúdo está disponível no endereço: www.embrapa.br/helicoverpa-soja, no ícone publicações.

Helicoverpa
Segundo dados da Embrapa Soja, a Helicoverpa armigera é uma praga antes considerada quarentenária, oriunda do velho mundo (Ásia e Europa) que não existia no Brasil e tampouco nas Américas. Foi identificada pela instituição pela primeira vez na safra 2012/13 nos Estados da Bahia, Paraná, Mato Grosso e Distrito Federal. Até então, nunca havia sido constatado a presença da praga. A armigera possui um cardápio variado. Mesmo sendo encontrada em maiores proporções na soja, a Helicoverpa também atinge tomate, feijão comum, caupi, milheto, sorgo, entre outros. (R.M.)

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