Odair StraliottO primeiro lote, com 12 teares importados da Suíça, já será instaladoCom 30 anos de atividades no Paraná, a Indústria Têxtil de Apucarana (Paranatex) abriu nesta semana projeto de expansão que prevê investimentos de US$ 42 milhões em dois anos. O empreendimento é recebido com otimismo em Apucarana, como um marco para a retomada do crescimento industrial.
Para a primeira etapa do projeto a Paranatex já recebeu 12 novos conjuntos de teares da marca Sulzer, importados da Suíça, que vão aumentar em 25% a produção de tecidos. Os novos equipamentos são o que há de mais moderno no setor têxtil na atualidade, garante o empresário Eros Felipe, que anuncia a aquisição de 60 conjuntos até 1999. ‘‘Estas novas máquinas podem produzir até quatro vez mais do que as que usamos’’, afirma.
O investimento imediato para aquisição deste primeiro lote de teares e ampliação das instalações da Paranatex - no Parque Industrial Zona Sul - foi de US$ 5 milhões. ‘‘Em dois anos, nossa meta é investir mais US$ 37 milhões’’. Hoje a Indústria Têxtil (unidade pioneira, instalada no Bairro Igrejinha) e a Paranatex têm juntas quase 14 mil metros de área construída. A produção chega a 300 mil metros lineares de tecido (basicamente o brim) ao mês, e irá atingir um milhão de metros até 1999. A indústria também produz fios de algodão e sacarias para cereais.
Para abastecer o setor de tecelagem e acabamento - onde o tecido é tingido, alvejado e amaciado -, a empresa já tem planejada a construção de mais 16 mil metros quadrados, no Parque Industrial Zona Sul. Nesta área irá funcionar uma nova unidade de fiação, com capacidade para produzir 500 toneladas/mês de fios.
A expansão das duas empresas do grupo, que já emprega 350 trabalhadores, deve proporcionar a abertura de 500 novos postos de trabalho. Outros empregos indiretos serão gerados, com a terceirização de serviços para a manutenção de equipamentos de alta tecnologia.
De acordo com o empresário Eros Felipe, o setor vive uma expectativa otimista em relação à demanda de matéria-prima. ‘‘Hoje nós importamos da Argentina, Paraguai e até da Bolívia quase todo o algodão de pluma que necessitamos para fazer girar a indústria, e com o programa de incentivo ao plantio de algodão, criado pelo governo Lerner, esperamos ter disponibilidade para comprar matéria-prima aqui’’, explica Felipe.

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