Curitiba - Após três meses, as obras de dragagem do Canal da Galheta no Porto de Paranaguá foram retomadas. As obras tinham sido suspensas com a moratória decretada pelo governo do Estado, período que o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião, renegociou o contrato com a empresa responsável pela dragagem, a Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda.
O contrato original foi firmado em dólar e o superintendente do porto julgou que essa cláusula prejudica o Estado. Após três meses de negociação, a empresa, do Rio de Janeiro, concordou com a desdolarização, informou a superintendência do porto. Com isso, a APPA vai ter uma economia de R$ 7,2 milhões.
Essa economia é resultante da diferença dos reajustes mensais em dólar realizados de agosto de 2000 a novembro de 2002. A empresa de dragagem concordou em devolver R$ 3,4 milhões à APPA. Nos pagamentos futuros, a superintendência calcula que a economia será de R$ 3,8 milhões. Os reajustes mensais, que antes eram balizados pelo câmbio, foram substituídos por aumentos anuais de acordo com o Indice de Dragagem, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O superintendente Eduardo Requião disse que outros contratos também estão sendo revistos. Muitos deles embutem favorecimentos que prejudicam o equilíbrio financeiro do porto, destacou o procurador jurídico da APPA, Alaor Ribeiro dos Reis. Segundo ele, a economia que será gerada com a revisão dos contratos será aplicada em investimentos que o porto está necessitando. Entre eles, o cais público para abrigar um terminal de contêineres. Outros investimentos estão previstos para a área alfandeagada, local que as empresas recebem incentivos para importar peças, montar produtor e exportar.
No Porto de Paranaguá já funciona um terminal de contêiner, o TCP, operado pela iniciativa privada. Ocorre que a superintendência do porto entende que essa exploração representa um monopólio no porto paranaense e ele quer incentivar a concorrência para promover a redução de tarifas.

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