Paranaguá registra aumento de 450% no embarque de algodão
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quarta-feira, 27 de agosto de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
As exportações de algodão pelo Porto de Paranaguá, em agosto, já atingiram 8,5 mil toneladas. No mesmo mês do ano passado, o volume vendido ao exterior foi de 1,5 mil toneladas, o que indica crescimento de mais de 450%. No acumulado do ano, as exportações totalizam 21,5 mil toneladas, ante 19 mil embarcadas no mesmo período do ano anterior.
As informações são de Orsival Francisco, diretor empresarial do Porto. Ele explicou que, enquanto no ano passado as vendas foram mais distribuidas, em 2003 houve concentração em agosto. ''O produto ficou pronto para exportação mais tarde'', comentou. Pela primeira vez neste ano, os embarques superaram a movimentação do ano passado, no comparativo mensal.
Em 2002, 47 mil toneladas de algodão foram escoadas por Paranaguá. A previsão, para este ano, é chegar a 65 mil toneladas. No total, o Brasil vai exportar 100 mil toneladas. Os principais destinos do produto são Japão, Indonésia, Tailândia e Paquistão.
Francisco atribui o crescimento previsto à conquista de mercados que antes eram abastecidos pela Austrália, maior produtor mundial. Por causa da estiagem que assolou as lavouras australianas, as vendas daquele país ao exterior devem cair 40% até o final do ano.
O maior produtor brasileiro de algodão é o Mato Grosso, que responderá por 80% das 100 mil toneladas a serem exportadas.
Mercado interno No mercado interno, o preço do algodão está em baixa. Na semana passada o indicador CEPEA/ESALQ (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) registrou queda de 1,08% na cotação. No dia 25 cedeu mais 0,25% e anteontem recuou 0,12%, fechando em R$ 1,6348 por libra-peso, para pagamento em oito dias.
Negócios fechados abaixo da média nominal dos últimos dias, somados à retração compradora e ao maior interesse vendedor de comercializar a pluma para pronta entrega e em curto prazo de pagamento, foram os principais aspectos que influenciaram o comportamento dos preços.
Especialmente por precisarem de capital para saldar os compromissos com vencimento neste período, produtores de algodão que vinham evitando negociar nas semanas anteriores mostraram disposição para participar do mercado brasileiro nos últimos dias. Alguns cotonicultores mais capitalizados, contudo, continuaram preferindo aguardar para comercializar a fibra, evitando a pressão de venda.


