Arquivo FolhaExportaçõesExpectativa da Seab-PR é de que sejam embarcados pelo Porto de Paranaguá 1,8 milhão de toneladas de soja, ou 25% da safra paranaenseOntem, partiu do porto de Paranaguá com destino a Rotterdan, na Holanda, o primeiro navio carregado com 53 mil toneladas de soja em grão da safra 97/98. O carregamento marca o início dos embarques de soja em grão e farelo da safra que começa a ser colhida. Além desse primeiro embarque, outros seis navios estão esperando para carregar soja em Paranaguá. A previsão da Secretaria da Agricultura para esse ano é embarcar 1,8 milhão de toneladas de soja em grão, o equivalente a 25% da safra que será colhida no Estado.
A superintendência do porto de Paranaguá espera repetir o movimento do ano passado e exportar novamente em torno de 4 milhões de toneladas de soja em grão. Apesar de o mercado internacional sinalizar para a queda de preços, a exportação será compensada com a produção recorde que será colhida em todo o país, avaliou Fernando Muraro, analista da Cotriguaçu. Ele estima uma ligeira queda nas exportações brasileiras de soja em grão, sendo que esse ano deverão ser exportados entre 7,4 e 7,5 milhões de toneladas. No ano passado foram exportados 8,15 milhões de toneladas.
Inicialmente está sendo exportada a soja das regiões Norte e do Extremo-Oeste, as primeiras regiões que começam a colher no Estado. Até o fim da semana, cerca de 580 caminhões estarão se dirigindo ao porto diariamente.
Até ontem, já haviam passado pelo porto de Paranaguá 4.521 caminhões que descarregaram 126.000 toneladas de soja em grão. Para completar a cota dos seis navios que estão à espera de embarque na baía, deverão totalizar uma entrega de 315.500 toneladas. A partir da semana que vem, a expectativa é de que 1.200 a 1.300 caminhões devem chegar ao porto diariamente. A média de espera dos caminhões na fila para descarregar em Paranaguá, segundo a Superintendência do Porto, será de 12 horas, no máximo. Segundo Muraro, o pico da safra é esperado para daqui a 30 dias.
O analista salientou que esse ano a comercialização da safra será mais lenta, em função do aumento dos estoques mundiais e demanda externa mais reduzida. Até o momento, cerca de 12% a 15% da safra de soja foi vendida antecipadamente, enquanto no passado, que foi excepcional para as exportações, 35% da produção já havia sido vendida nesse mesmo período. Ontem, o preço do balcão da soja era de R$ 14,00 a saca e a tendência é cair ainda mais, com a intensificação da colheita, afirmou Muraro.
Para compensar a redução das exportações de soja em grão, Muraro destacou que as indústrias de esmagamento deverão ser mais agressivas na compra de soja, devendo acenar com preços melhores para a exportação de subprodutos, especialmente o óleo.

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