O Brasil está voltando a exportar algodão, após sete anos que se manteve na condição de importador. O Porto de Paranaguá avisa que este ano vai escoar 250 mil toneladas de pluma, volume 150% maior que o último recorde de embarque, de 100 mil t, em 1990/91. A safra exportada por Paranaguá vem do Mato Grosso, considerada de excelente qualidade no mercado externo. Apesar das exportações, o País ainda produz menos que consome. Segundo a Conab, a produção nacional é de 916 mil t de algodão em pluma e o consumo é avaliado em 940 mil t.
A diferença entre produção e consumo e ainda sobre o volume exportado é coberta por importações que ainda estão acontecendo, explica Maurício Lunardon, do Deral, da Secretaria da Agricultura. De acordo com o técnico, desde que a produção se deslocou o Centro-Oeste, ocorreram avanços em produtividade e qualidade, em função da tecnologia utilizada pelos produtores. ''A imagem do algodão brasileiro, que não era boa no mercado externo, vem sendo revertida'', afirmou.

Até o início da década de 90, o País era exportador de algodão e o Paraná se destacava como principal produtor. Na safra 90/91 foram produzidas 717 mil t de algodão em pluma. A partir dessa safra, em função da abertura econômica, a produção só decaiu. A menor produção foi registrada na safra 96/97 quando foram produzidas 305,7 mil t de pluma, conforme dados da Conab. Enquanto isso, as importações cresceram. Na safra 95/96 foram importadas 472 mil t de pluma.
Nessa época começou a reação da produção nacional na região Centro-Oeste do País. Foi importada uma variedade de origem americana, que rende uma fibra excelente. A reversão começou no ano passado, quando o País exportou 28,5 mil t. A previsão da Conab para este ano era exportar 140 mil t de pluma. Mas o diretor do Porto de Paranaguá, Luiz Ivan Vasconcellos, prevê que serão escoadas 250 mil t de pluma, em função dos contratos já acertados.

mockup