Projeção para 2018, em Paranaguá, é de expansão de 5%
Projeção para 2018, em Paranaguá, é de expansão de 5% | Foto: Sérgio Ranalli/18-07-17



O Porto de Paranaguá foi o segundo que mais cresceu em 2017, entre os 10 com maior movimentação (acima de 20 milhões de toneladas) no País. O porto maranhense Ponta da Madeira (privado) cresceu 14,2% e o paranaense, 13,7%. Os números fazem parte do anuário divulgado esta semana pela Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviário). O levantamento não leva em conta o Porto de Antonina, que faz parte da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina). Quando considerada essa unidade, o aumento também é de 14,2%.
Segundo a agência nacional, em 2017, o setor portuário brasileiro (portos públicos + terminais de uso privado) movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Esse valor corresponde a um crescimento de 8,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 1,002 bilhão de toneladas.
Os portos públicos tiveram aumento de 6,3% e terminais de uso privado de 9,3%, movimentando um total de 1,086 bilhão de toneladas. O destaque do setor foi para o Arco Norte: Porto Velho (RO), Miritituba (PA), Santarém (PA) Itacoatiara (AM), Barbacena (PA), Itaqui (MA), que movimentou 51,2 milhões de toneladas, aumento de 80%.
"Se analisarmos de 2010 a 2017, houve importantes crescimentos na movimentação", afirmou Fernando Serra, gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq, referindo-se aos seguintes números: aumento de 22,7% na movimentação de carga nos portos públicos; de 32,9% nos terminais de uso privado; e no total, crescimento de 29,3%.
Em relação ao tipo de carga, destaque para o granel sólido. Em 2017, foram 695,4 milhões de toneladas movimentadas, um incremento de 10,3%. O milho e a soja se evidenciaram, com crescimento de 71,8% e de 31,5%, respectivamente, sobre 2016.
No terminal paranaense a carga de granel sólido cresceu 13% em 2017 no comparado com 2016; granel líquido saltou de 6,07 milhões de toneladas em 2016 para 7,7 milhões no ano passado (+28%); e a carga geral teve acumulo positivo de 8,2%.

PARANAGUÁ
"Nos programamos para dar esse salto. Os investimentos que estão sendo feito desde 2012 são para melhorar a qualidade de atendimento ao cliente. Estávamos estimando superar os 50 milhões de toneladas, mas poderíamos ter chegado aos 54 milhões se o preço do milho não tivesse caído", afirmou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
Desde 2012, já foram aplicados R$ 670 milhões em obras e para 2018 estão em licitação R$ 200 milhões e a previsão é fechar o ano com R$ 810 milhões investidos. "Em agosto, teremos um aprofundamento de um metro do canal, que vai permitir ganhos operacionais para o segundo semestre", disse o diretor-presidente.

Imagem ilustrativa da imagem Paranaguá é o segundo que mais cresce entre os maiores portos



PROJEÇÃO
A perspetiva para 2018 é de um ano de incremento na movimentação de carga. "Será um ano interessante. O primeiro com 100% das obras da Appa concluídas e com a previsão de uma safra positiva esperamos um crescimento de 5% em relação ao ano passado", prevê Dividivo.
De acordo com o diretor-presidente, as melhorias de infraestrutura e gestão do terminal permitiram que Paranaguá apresentasse um crescimento acima do registrado pelo Porto de Santos (9,9%). "Somos o segundo porto em representatividade de veículos (aumento de 15%), batemos recordes nos líquidos e apresentamos crescimento de 13% nos grãos e farelos e sabemos que hoje o cliente do agro está brigando por centavos. Mas mais do que aumentar a movimentação, a nossa preocupação é com atender o cliente com qualidade", destacou Dividino.
A movimentação de contêineres registrou um acréscimo de 3,9% no ano passado. Mas para o próximo ano deve saltar de 749 mil TEUs/ano para 1,3 milhão com a ampliação do TCP (Terminal de Contêineres Paranaguá), que deve ser concluída em 11 meses.

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