A administração do Porto de Paranaguá informou ontem que o embarque de cargas no Corredor de Exportação vai demorar mais alguns dias para se normalizar. A fila de caminhões, provocada pela paralisação do carregamento de grãos por causa das chuvas da semana passada, diminuiu bastante ontem, atingindo no máximo 17 km.
No último fim de semana, foram embarcadas 90 mil toneladas de soja, milho, farelo e açúcar, produtos que compõem o Corredor de Exportação, liberando 2.325 caminhões. Quando o porto opera em condições normais, a média de embarque diária é de 80 mil t. Ontem, ainda estavam esperando para desembarcar cerca de 1,6 mil veículos. O número de navios esperando para atracar diminuiu de 34 na sexta-feira para 26 ontem.
O movimento de carga foi fraco ontem. Segunda-feira costuma ser um dia de muito ativo, mas a direção do porto havia feito um pedido às cooperativas e transportadoras para que diminuíssem o tráfego de veículos, evitando formação de filas maiores.
De acordo com o técnico da Ocepar, Flávio Turra, os caminhoneiros estão acompanhando o embarque de cargas no porto e trocando informações sobre a fila. ‘‘Tem bastante gente que estava a caminho, mas quando viu a situação parou em um local mais confortável para depois seguir viagem’’, relatou.
Segundo a direção do porto, nos anos anteriores o escoamento da safra de grãos para exportação já teria diminuído nesta época. Porém, neste ano a situação está diferente por causa da safra recorde de soja e pela exportação de milho, que tradicionalmente não ocorria e que atingiu 2,1 milhões de t nos primeiros seis meses deste ano. O Porto de Paranaguá movimentou, de janeiro a junho, 9,5 milhões de t de granéis sólidos (soja, milho, cevada, açúcar e fertilizantes), contra 6,6 milhões de t registradas no ano passado (+ 44%).

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