A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) adaptou espaços alternativos ao longo do cais para acomodar os veículos que vêm se acumulando no terminal em razão das restrições comerciais entre Brasil e Argentina, que tornam lento o processo de liberação de produtos oriundos do país vizinho.

Há mais de 13 mil veículos na área primária no terminal, quando a capacidade do Porto, nos dois pátios para veículos, é de 6,5 mil carros.

Desde maio, o Brasil não concede mais licenças automáticas para a importação de alguns produtos argentinos – veículos, autopeças, produtos têxteis, entre outros. A medida veio como resposta a restrições semelhantes adotadas pela Argentina contra produtos brasileiros, em fevereiro deste ano.

O resultado das sanções foi a burocratização no processo de liberação dos produtos importados da Argentina, que tem levado até 90 dias. Com as licenças automáticas que vigoravam anteriormente, este prazo não passava de 10 dias.

Um terceiro pátio para veículos, com capacidade para 2,5 mil unidades, está em processo de alfandegamento e deve ser liberado em poucos dias. Com isso, o Porto aumentará a capacidade de armazenagem de veículos em 30%, o que permitirá atender melhor a demanda.

Movimentação
A burocratização acontece justamente num período em que a movimentação de veículos está em alta. No primeiro semestre deste ano, o Porto de Paranaguá registrou aumento de 48% na movimentação de veículos. Até junho, foram movimentados 101,6 mil veículos, contra 68,8 mil no mesmo período do ano passado.

Considerando apenas as importações, a alta é de 163%. Foram importados 67,7 mil veículos no primeiro semestre deste ano, contra 25,7 mil importados no primeiro semestre de 2010. As exportações estão em queda no primeiro semestre: 21% menores do que no mesmo período de 2010.

O Porto de Paranaguá é o terceiro porto brasileiro que mais importa veículos, correspondendo a 12% das importações totais do segmento, ficando atrás dos portos de Santos e Vitória.

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