Cachaça, café, arroz, soja e seus derivados representarão o Brasil na BioFach-2004 - considerado o maior evento internacional de produtos orgânicos - que acontecerá entre os dias 19 e 22 deste mês, em Nuremberg (Alemanha). A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, com apoio da APEX-Brasil, levará 45 produtores dos quais 25 estarão no estande do Sebrae sendo três do Paraná.
''Há um procura cada vez maior por produtos brasileiros na Alemanha. Este é o principal canal pelo qual o Brasil pode conquistar maior reconhecimento no mercado mundial. Afinal, os alemães são líderes no mercado orgânico'', comenta Dinah Worisch Mazzo, diretora do Departamento de Feiras da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.
Segundo Liliana Prestes, analista de mercado e comercialização do Sebrae/Paraná, o Estado é o maior produtor de alimentos orgânicos do País. Na última safra (2001/2002), foram colhidas 47.958 toneladas volume 35% maior que o registro anterior de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Em 2002, o Brasil exportou para a Europa nove mil toneladas de produtos orgânicos, movimentando US$ 5,5 milhões. ''Esses são os dados mais recentes porque a safra 2003/2004 ainda está em andamento'', explicou Liliana.
A primeira versão da BioFach, com a participação brasileira, foi em 1997 em Frankfurt (Alemanha). Rogério Konzen esteve em todas as edições e, dessa vez, aproveitará a oportunidade para lançar um produto novo no mercado. ''É um evento obrigatório para empresários do ramo e serve, principalmente, para atualização e contatos'', explicou. De acordo com ele, a produção nacional é muito pequena comparada ao potencial consumidor. ''Isso acontece porque falta investimento governamental no desenvolvimento do setor, na assistência técnica e certificação'', completou o empresário que está no ramo a 10 anos.
Para Christophe Allin, que participará pela primeira vez da BioFach, esta será uma boa oportunidade para aprender. Ao contrário de Konzen, ele atua apenas no mercado interno, mas sabe que os europeus são os principais adeptos da alimentação orgânica. ''O brasileiro consumiria mais caso seu poder aquisitivo fosse maior. Acredito que no futuro nosso produto esteja mais acessível com o aumento da produção'', prevê.

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