Campinas - Três trabalhos paranaenses receberam destaque científico na noite de quinta-feira durante a entrega de prêmios do Top Ciência 2012. A premiação, concedida pela Basf, reconheceu as 23 melhores pesquisas entre as 393 inscritas em toda a América Latina. A sétima edição do evento reuniu cerca de 400 profissionais, entre agricultores, pesquisadores, técnicos e consultores.
Eduardo Gilberto Dallago, da CWR Pesquisa Agrícola, com sede em Palmeira no Centro-Oeste do Estado, foi um dos ganhadores da categoria Cereais e Cereais de Inverno, com o trabalho ''Manejo da mancha salpicada do trigo e benefícios AgCelence do fungicida Opera (piraclostrobina + epoxiconazol) com ou sem adjuvante na produtividade da cultura''. Além dele, o Paraná também foi representado na categoria pela estudante de Agronomia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Jaqueline Huzar Novakowiski. A pesquisa ''Posicionamento da aplicação do fungicida Opera como forma de maximizar a produtividade e rentabilidade econômica da cultura do milho'' foi desenvolvida em Guarapuava.
Representando o Norte do Estado, o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Tadeu Takeyoshi Inoue, foi um dos vencedores da categoria Oleaginosas com o trabalho ''Atividade de enzimas antioxidantes em folhas de plantas de soja tratadas com glyfosate e piraclostrobina''. O especialista em fisiologia e nutrição de plantas desenvolveu a pesquisa entre fevereiro e junho deste ano. ''O evento conta com pesquisadores renomados e receber esse reconheciomento ao estar entre os melhores, especialmente nessa categoria de grande importância econômica, é uma satisfação muito grande'', comemora. Inoue explica que o objetivo da pesquisa foi mostrar a ação do fungicida no aumento da atividade das enzimas antioxidantes e na manutenção da atividade celular elevada, o que contribui para o melhor rendimento da planta de soja.
A sustentabilidade norteou as discussões durante o Top Ciência. Segundo o vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, Eduardo Leduc, a demanda atual não é por produtos, e sim por soluções. ''A busca pela sustentabilidade veio para ficar e a química tornou-se facilitadora nesse processo'', avaliou. A empresa havia lançado este ano o AgBalance, ferramenta para a medição da sustentabilidade na agricultura. Um dos resultados do AgBalance foi a verificação da importância da agricultura de precisão para a otimização do uso de insumos e, consequentemente, aumento da sustentabilidade da produção. ''Só se gerencia o que se mede'', concluiu. O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, também observa essa tendência: ''Atualmente tudo é visto de forma integrada na busca por um sistema mais sustentável''.
Lançamento
A Basf lançou, durante o evento, uma nova família de fungicidas. O Xemium já possui registro em alguns países e a estimativa é de que seja liberado para uso no Brasil em 2013. ''O novo ingrediente ativo atua na inibição da respiração mitocondrial e contribui para o manejo da resistência de fungos, podendo ser usado em sistema de rotação no controle de doenças como a ferrugem da soja'', explica o gerente de Desenvolvimento de Produtos e Mercado do Brasil, Sérgio Zambon. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, Leandro Martins, explica que no Brasil, o produto poderá ser utilizado em 17 culturas, entre elas, soja, milho, trigo e frutas.
* A repórter viajou a convite da Basf

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