Paranaenses são bicampeões em concurso de produtividade de soja
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
São Paulo - Com uma impressionante produtividade de 109,31 sacas de soja por hectare (ha), a família Seitz, de Guarapuava, na região Central do Paraná, conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar no concurso DuPont Colheita Farta, promovido há quatro anos pela DuPont Proteção de Cultivos do Brasil. Treze finalistas das regionais Leste e Cerrado de um total de 308 sojicultores inscritos foram selecionados para a premiação, que aconteceu na última sexta-feira, em São Paulo. Também paranaense, Walter Paini, de Corbélia (Oeste), foi o vice-campeão da Torre Leste, com uma produtividade de 99 sacas de soja/ha. Na Torre Cerrado, o destaque ficou por conta do produtor Eduardo Basso Valim, de Sidrolândia (MS), que produziu 93,43 sacas de soja/ha.
"Pelo segundo ano consecutivo estamos conseguindo ganhar com mérito e pretendemos seguir os próximos anos chegando perto ou até ganhando e assim melhorar cada vez mais a produtividade", declara o agricultor Helmuth José Seitz, que cultiva, com o filho Alexandre, 1.005 ha de soja, milho, trigo, cevada, aveia e feijão na região de Guarapuava. Para ele, a competição entre os agricultores é saudável. "Acho tem que ser cada vez melhor. Temos que divulgar as tecnologias existentes para todo mundo conseguir produzir mais e melhor."
Segundo Seitz, o desafio em replicar as 109 sacas/ha em toda a propriedade - tirando os 30 ha destinados ao concurso, o restante da propriedade produziu, em média, 65 sacas/ha - é economicamente viável, mas esbarra na falta de homogeneidade da terra. "A gente aplica um manejo diferente nas áreas melhores, com adubação e herbicidas, para tentar chegar no limite, mas a fertilidade das áreas é diferenciada", lembra o produtor, que aponta o clima e o uso de variedades novas como justificativa para o incremento na produtividade esse ano em relação ao concurso passado, quando a família produziu 99,8 sacas de soja/ha.
Outro segredo da família Seitz é apostar em conhecimento: Helmuth é técnico agrícola e o filho Alexandre, agrônomo, e eles contaram com o apoio de profissionais da DuPont e da Cooperativa Agrária, da qual são cooperados, para ter sucesso na lavoura. "É fundamental que os agrônomos acompanhem o trabalho todo. É muito importante eles conhecerem a tecnologia que estão vendendo e divulgarem para os produtores tirarem o máximo de proveito da terra."
Para Walter Paini, de Corbélia, que em sua segunda participação conquistou o segundo melhor índice de produtividade, "é interessante participar do concurso porque você aprende mais, aplica melhores tecnologias e se sente bem produzindo alimento para o nosso Brasil". Cooperado da Copacol e da Coopavel, ele cultiva 1.600 ha de soja, milho segunda safra e aveia para a rotação de cultura.
Esperando superar os resultados no concurso passado, Paini ficou surpreso com as 99 sacas/ha colhidas nos 12 ha destinados à competição esse ano. "Não é tão fácil, depende de muito investimento, mas com a tecnologia existente a gente tem intenção de todo ano ir melhorando a produtividade."


