A necessidade de facilitar o contato entre startups e investidores fez com que empresários paranaenses lançassem duas ferramentas semelhantes para reunir companhias envolvidas com tecnologia em mapas na internet. A diferença entre ambas é que a Paraná Startup (paranastartup.com.br) se propõe a disponibilizar informações de empresas do Estado e a Mapa de Startup (www.mapastartup.com.br), de todo o Brasil.
Pelo mapeamento, pessoas interessadas nesse segmento podem encontrar informações, estabelecer contatos, discutir ideias e promover negócios. Isso porque startups são empresas de caráter inovador e sem garantia de que darão certo, que buscam criar um produto que gere lucro por um processo que possa ser repetido sem que custos aumentem na mesma proporção. Características que fazem com que as startups não se encaixem nos modelos de negócios comuns no mercado, daí a importância de um ambiente que facilite a troca de experiências.
Em Londrina, o empresário Luiz Gabriel Cardozo, da Droopi Design e Desenvolvimento Web, lançou no último dia 6 de junho o Paraná Startup. Ele conta que até o fim da tarde de ontem eram 122 cadastrados no site, entre os quais 20 empresas em desenvolvimento da cidade e mais 27 do restante do Estado. Número que pode ser maior hoje, já que qualquer um pode entrar no endereço eletrônico e se associar ao grupo, gratuitamente.
Também podem fazer parte do banco de dados aceleradoras, incubadoras, investidores, consultorias, fornecedores e escritórios de coworking, que são espaços compartilhados de trabalho. "A pessoa pode apenas ter uma ideia bacana, mas precisa de uma agência para desenvolver a interface, ou o projeto, então pode encontrar no mapa", diz Cardozo.
Do mesmo modo, o idealizador do Mapa de Startups, Fausto Sperandio, de Maringá, colocou no mercado a ferramenta no último dia 19. Eram 69 cadastrados até ontem, no que ele chama de um ecossistema sustentável para desenvolver empresas do tipo na região e no País. "Percebemos que era difícil contatar uma startup, porque é um conceito e não há qualquer registro comercial de que um projeto se constitua assim."
Sperandio afirma que, sem um ambiente próprio para se desenvolver, muitos empresários foram para grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, para facilitar parcerias. Diretor de duas startups, a Albatroz, de desenvolvimento de tecnologia em nuvem, e a Vila Ópera, de comunicação digital e conteúdo, ele sentiu a dificuldade em encontrar investidores. "Quando nos aproximamos do Sebrae, percebemos que existe muita gente com o mesmo problema."
Desse contato surgiu a proposta de criar o Mapa de Startups, em parceria com o Sebrae-PR e o Arranjo Produtivo Local (APL) de Software de Maringá. Gestora do APL de Maringá, Érica Sanches afirma que a intenção é alinhar estratégias com o Sebrae estadual, do qual é consultora, para criar um ambiente para as startups prosperarem. "Esse banco de dados não ficará fechado ao Sebrae e quem quiser poderá ter acesso", conta. Ela lembra que o sistema será apresentado na feira de tecnologia da informação Ticnova, que acontece de hoje a quarta-feira, em Maringá.

Sem concorrência
O ideal de integração das duas propostas faz com que tanto o idealizador do mapa paranaense como o do nacional digam que não há competição. "Não há concorrência. Existem ideias para descobrir iniciativas regionais e facilitar o desenvolvimento delas", diz Cardozo.

mockup