Paranaenses gastam 93% com despesas correntes
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quarta-feira, 19 de maio de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os gastos dos paranaenses também foram computados pela pesquisa. Do total que é desembolsado, 93,05% vão para despesas correntes (consumo ou taxas, impostos, contribuições trabalhistas, serviços bancários, pensões, mesadas, doações e previdência privada classificados como outras despesas correntes). O restante vai para aumento de ativo (5,26%), que é a aquisição ou reformas de imóveis, e para a diminuição de passivos (1,69%), que é o pagamento de débitos. A despesa média mensal da população do Paraná ficou em R$ 1.858,13, ou seja, sobram apenas R$ 54,48 se comparar os gastos com os rendimentos.
Apesar do saldo geral positivo, quando se analisa por classe social, percebe-se que os mais pobres estão no vermelho e que apenas 10% conseguem equilibrar as contas e até tirar algum lucro. As pessoas que ganham em média R$ 272,50 gastam em média R$ 454,90 por mês. Já os que ganham em média R$ 11.347,98 gastam R$ 8.832,94 por mês. A pesquisa subdivide-se em dez categorias de ganho. E somente nas duas últimas categorias os rendimentos são maiores que os gastos.
Do total das despesas médias da população do Paraná, 10,35% (R$ 192,38) vai para outras despesas correntes. Já entre os 82,69% que se destinam ao consumo vão justamente para a habitação (29,30% - R$ 544,41), transporte (17,89% - R$ 332,40) e alimentação (15,68% - R$ 291,36).
Em termos nacionais, as famílias comprometem a maior parte do orçamento no pagamento de despesas com moradia (35,5%) e alimentação (20,75%). Segundo dados da POF, 47% das famílias informaram que a quantidade de alimento consumido era habitualmente ou eventualmente insuficiente.
Além disso, números da POF mostram que 56,1% das famílias brasileiras nem sempre consomem o tipo preferido de alimento. Somando ao percentual de famílias que raramente consomem os alimentos preferidos, o País tem cerca de 73% de famílias insatisfeitas com a alimentação. O principal motivo (93%) para as famílias não consumirem o tipo preferido de alimento é a insuficiência de renda. (Com Agência Folha)


