A Argentina deverá apresentar na safra 98/99 uma queda de 10% na produção de grãos se o fenômeno climático ‘‘La Nina’’ se estender para os meses de janeiro e fevereiro de 1999. Com isso a produção recorde da safra 97/98, que atingiu 62,6 milhões de toneladas não deverá se repetir, previu o extensionista do INTA, Oscar Keller. As culturas de soja e milho deverão ser mais afetadas. A produção de soja deverá cair de 18,7 milhões de toneladas na safra passada para 17 milhões a 17,5 milhões de toneladas na próxima safra. E a produção de milho cai de 19,3 milhões de toneladas para 13 milhões a 14 milhões de toneladas.
Apesar disso, a evolução da cultura de grãos naquele país atingiu um patamar que está surpreendendo os brasileiros. A safra 97/98 deu um salto de 27% em relação à produção anterior, de 49 milhões de toneladas, que também foi recorde. Para conhecer os motivos dessa evolução, cerca de 38 líderes sindicais rurais, organizados pela Federação da Agricultura do Paraná, estiveram na Argentina visitando propriedades e institutos de pesquisas.
Na província de Santa Fé, a 400 quilômetros ao norte de Buenos Aires, a integração entre pecuária de leite e de corte com a agricultura favorece uma produtividade recorde em relação à media obtida no país. A soja ocupa um lugar de destaque, ocupando 582.000 hectares. A produção estimada é de 1,4 milhão de toneladas com uma produtividade media entre 2.430 a 4.200 quilos por hectare. Em seguida vem o plantio de trigo que está ocupando uma área de 359 mil hectares e a produção deverá alcançar 651.000 toneladas,com produtividade variando entre 1.810 a 3.500 quilos por hectare. O milho foi plantado numa área avaliada em 65.000 hectares, e a produção deverá atingir 326.000 toneladas e produtividade entre 5.020 a 9.000 quilos por hectare.

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