As cooperativas do Paraná ficaram satisfeitas com as regras do Recoop. As principais reivindicações com relação à taxa de juros e prazo de financiamento foram atendidas, disse o diretor executivo da Ocepar, José Roberto Ricken. Ele acredita que as mudanças no perfil de atuação das cooperativas ficará evidente a partir desta safra, com o aumento das exportações.
A securitização que deveria ser quitada em 7 anos, foi prorrogada para 10 anos. E as cotas-partes que deveriam ser quitadas em 5 anos, tiveram o prazo renegociado para mais 10 anos. Os débitos com tributos e encargos sociais também serão renegociados. A definição da taxa de juros de 4% ao ano mais a correção do IGP-DI, resulta em 7,6% hoje, calculou Ricken. Essa taxa atendeu à expectativa das cooperativas que estavam aceitando pagar até 8,75% ao ano (juros do crédito rural) em alguns casos, conforme observou o presidente da Ocepar João Paulo Koslovski.
Profissionalização ‘‘Se de um lado as cooperativas ficaram animadas com as regras definidas, de outro elas estão se preparando para executar um plano bastante exigente’’, disse Ricken. O Recoop vai exigir a profissionalização e monitoramento nas contas das cooperativas, além de processos de fusão, alianças e incorporação. Segundo a Ocepar, todas essas medidas estão sendo implementadas no Paraná, com o plano Paraná Cooperativo, em execução há dois anos.
Em nota oficial emitida no final da tarde de ontem, a Ocepar afirma que o programa é uma compensação justa para as cooperativas que contribuiram para o sucesso do plano Real.‘‘Elas bancaram o financiamento aos produtores quando os produtos agrícolas sofreram uma depreciação de preços, enquanto os juros dos financiamentos foram corrigidos pela TR, mais 50%’’, disse a nota.

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