Mais de oito milhões de pneus no Paraná, que poderiam ter como destino os aterros sanitários ou industriais, se transformaram em oportunidade de inclusão social de catadores de resíduos, ajudando também no combate à dengue. Os casos da doença foram reduzidos em 99,7% ao eliminar pneus com água, abrigo para o mosquito Aedes egypt. Um trabalho que vem sendo realizado pelo Programa Rodando Limpo, que hoje chega oficialmente ao Nordeste, com o lançamento em João Pessoa (PB).
O lançamento do Nordeste Rodando Limpo hoje, às 16 horas, contará com a presença do governador Roberto Requião (PMDB), que acompanhado do secretário da Saúde, Cláudio Xavier, falarão sobre a experiência no Estado, reconhecida pelo Organização das Nações Unidas (ONU) na Rio + 10, em Johanesburgo.
Criado pelo presidente da BS Colway, Francisco Simeão, através do programa, os pneus são transformados em gás e óleo combustível na usina de xisto da Petrobras, em São Mateus do Sul (PR) e agora ganha o Nordeste, começando pela Paraíba e Recife (PE). A intenção é abranger nove Estados da região.
No Nordeste, três milhões de pneus são descartados, anualmente. Com o programa, o material que poderia poluir cursos d'água e fundos de vales irá para a fábrica de cimento Cimepar, em João Pessoa. A unidade triturará os pneus, que se transformarão em combustível substituto ao coque de petróleo importado. O co-processamento nos fornos da Cimepar, fábrica da Cimpor - Cimentos Portugal - conta com a parceria da paranaense BS Colway.
Aprovado pelo órgão ambiental da Paraíba, a Sudema, o co-processamento irá substituir 20% do combustível atualmente importado dos Estados Unidos e da Venezuela na fabricação de cimento. O excedente da trituração dos pneus poderá abastecer também as três fábricas da Cimpor nos estados da Bahia e Alagoas.
Por ano, a produção da Cimepar é de 750 toneladas do cimento Zebu, empregando direta e indiretamente 1.500 pessoas.
O repórter viajou a convite da BS Colway

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