A campanha Nota Fiscal Paranaense ainda não é conhecida amplamente por lojistas e consumidores. A reportagem procurou ontem comerciantes e clientes no centro de Curitiba e encontrou pessoas que não tinham informações sobre o programa. O assessor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, disse que não foi realizada nenhuma parceria com o governo para a divulgação da campanha.
Segundo ele, a entidade também não fez nenhuma pesquisa para saber se os consumidores estão pedindo mais notas. A gerente da loja de calçados Happy Walk, Cleo Ghisleri, disse que não conhecia a campanha. Mas disse que cada vez mais o consumidor vem pedindo a nota fiscal.
A gestora financeira Lucélia Queiroz disse que conhecia a campanha, que considera a ideia boa, mas não pretende participar porque o processo para cadastrar a nota fiscal exige muitos detalhes. "Receber crédito em dinheiro seria mais interessante", disse.
A gerente da loja de roupas femininas Squalle, Cristina Moreira dos Santos, conheceu a iniciativa quando foi questionada por um veículo de comunicação em uma entrevista. Segundo ela, não aumentou "muito" o número de clientes que pedem nota fiscal depois que o programa entrou em vigor. Já a servidora pública Cristina Fernandes considerou o programa válido porque "pedir a nota fiscal ajuda a combater o mercado clandestino". Mas observou: "O contribuinte só quer exercer a cidadania se tiver alguma vantagem. Teria que haver uma conscientização maior da população." (A.B.)

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