Curitiba O governo do Paraná enviou, ontem, pela terceira vez, documento solicitando ao Ministério da Agricultura o reconhecimento do Estado como área livre do plantio de soja transgênica. Caso o governo federal não atenda o pedido feito, o vice-governador e secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti, disse que a fiscalização vai agir com base na lei estadual, em vigor, que proíbe o plantio de organismos geneticamente modificados.
''As propriedades que insistirem no plantio de transgênicos serão interditadas'', avisou novamente. O governo vai estimular a denúncia dos produtores para identificar lavouras de soja transgênica. O Ministério da Agricultura ainda não se manifestou sobre o pedido enviado.
Duas versões da documentação já haviam sido encaminhadas antes, mas o ministério considerou as informações incompletas. Desta vez, o documento encaminhado contém 40 páginas com todos os detalhes sobre o plano de ação e a metodologia que será adotada para que o Estado mantenha rígido controle para evitar o plantio de transgênicos. Pessuti disse que o governo aguarda manifestação do ministro Roberto Rodrigues para a próxima semana.
O documento informa os detalhes das principais ações pela Secretaria da Agricultura no sentido de proibir o plantio de soja transgênica no Estado desde a safra de 1998.
Senado aprova O plenário do Senado aprovou ontem, em votação simbólica, o projeto de conversão da Medida Provisória 131, que autoriza o plantio e a comercialização de soja transgênica no País. O projeto permite o plantio de sementes de soja transgênica até 31 de dezembro deste ano e a comercialização da colheita até janeiro de 2005. Os senadores aprovaram também um destaque, mantendo no texto o artigo 14, que permite o registro provisório da semente transgênica e sua multiplicação por instituições de pesquisa. Essa semente multiplicada não poderá, pelo artigo 14, ser comercializada. (com Agência Estado)

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