Pela primeira vez em 18 anos, o Paraná vai sediar o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que começa no próximo dia 18. A tônica dessa reunião deve girar em torno dos subsídios agrícolas. Os representantes brasileiros vão forçar a discussão sobre barreiras impostas pelo governo alemão aos produtos brasileiros.
''Eles continuam barrando nossos produtos, com subsídios e taxas alfandegárias e com isso perdemos competitividade'', afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes de Carvalho. Segundo ele, os brasileiros não podem continuar aceitando essa posição restritiva da Alemanha, e o Paraná deve lutar junto, já que é um grande produtor de grãos.
Os seminários e discussões, que ocorrem nos dias 19 e 20 de novembro, também vão tratar sobre oportunidades para o desenvolvimento de novas parcerias entre os dois países. A integração dos blocos econômicos Mercosul e União Européia também será abordada. Para Carvalho, a Alemanha tem condições de voltar a investir no Brasil. ''Os investimentos não vieram na mesma proporção que eram alguns anos atrás, porque eles estavam preocupados com a integração da Alemanha Oriental e Ocidental'', observou.
A Alemanha é um importante parceiro comercial do Estado. Estima-se que os investimentos da Alemanha no Paraná, que começaram há 25 anos, com a instalação da Bosch na Cidade Industrial de Curitiba, somem R$ 5 bilhões. O país foi destino de 5% das exportações do Paraná no período de janeiro a setembro de 2001, que movimentaram US$ 212 milhões, segundo dados da Fiep. Houve queda de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Alemanha é o país do qual os paranaenses mais importaram nos primeiros nove meses, com participação de 17% do total, o equivalente a US$ 695 milhões. Houve acréscimo de 28% nas importações vindas desse país em relação ao mesmo período do ano passado.

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