Paraná vai se integrar à 'Bolsa Brasil'
Carmem Murara
De Curitiba
A Bolsa de Valores do Paraná fecha até o final de fevereiro um acordo para ingressar na Bolsa Brasil, que está sendo formada com a fusão das bolsas de São Paulo e Rio de Janeiro. A negociação, que se iniciou em outubro entre as corretoras paranaenses e a Bovespa, está em fase final e só faltam acertar pequenos detalhes. O negócio vai se viabilizar com a transferência de 50% do patrimônio líquido da bolsa do Paraná para a Bolsa Brasil.
Serão repassados cerca de R$ 5,25 milhões. Essa operação permitirá que as 12 corretoras paranaenses se tornem sócias da Bolsa Brasil. Isso significa que terão direito a voto e decisões administrativas na antiga Bovespa, transformada em Bolsa Brasil.
Hoje as corretoras paranaenses atuam apenas como permissionárias na Bovespa. Se quiserem participar dos pregões viva-voz, são obrigadas a contar com uma corretora paulista como representante. Já nos pregões eletrônicos, podem atuar livremente. É muito melhor fazer parte do que ser apenas um usuário do serviço, compara um dos sócios da Spirit Corretora de Valores, Ricardo Moraes. Ele avalia que a união das bolsas de valores representa o fortalecimento do mercado financeiro nacional diante das bolsas em todo o mundo.
As negociações com a diretoria da Bovespa estão sendo esperadas por todo o mercado financeiro estadual. O presidente da Bolsa de Valores do Paraná, Abílio Peixoto, enfatizou que o ingresso na Bolsa Brasil representará uma racionalidade operacional. Nós poderemos diminuir a estrutura no Paraná e criar uma centralização administrativa, afirmou Peixoto.
Segundo Peixoto, o ingresso na Bolsa Brasil não significa que vai acabar a bolsa no Estado. As operações regionais continuam como estão, garantiu Peixoto, ao definir a operação com a Bovespa como fusão parcial. Ele faz questão de enfatizar ainda que a mudança não influenciará em nada no dia a dia dos investidores.
Além da bolsa paranaense, as demais bolsas regionais também negociam com a Bovespa o ingresso na Bolsa Brasil. Estão nesta situação a Bolsa de Belo Horizonte (Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará), Bolsa de Santos (São Paulo), Bolsa da Bahia (BA) e a Bolsa do Extremo Sul (Rio Grande do Sul).
COMO FUNCIONA O PROGRAMA
O que é : renegociação de dívidas das empresas com a
Receita e com o INSS.
Quem pode : todas as pessoas jurídicas, exceto
instituições financeiras e factorings.
Dívidas aceitas : aquelas referentes a fatos geradores
até o dia 31 de outubro de 99.
Prazo e número de parcelas: não há; a empresa compromete uma parte de seu faturamento.
Forma de pagamento (% do faturamento) : empresas do Simples: 0,3%; empresas que declaram com base no lucro presumido: 0,6%; empresas com base no lucro real dos setores comercial, industrial, hospitalar, de transporte, de ensino e de construção civil: 1,2%; demais casos de empresas tributadas com base no lucro real: 1,5% Juros: Selic até a data da consolidação da dívida e TJLP após o ingresso no Refis.
Outros benefícios : multas e juros poderão ser quitados com créditos tributários, prejuízo e base de cálculo negativa da CSLL, próprios ou de terceiros.
Garantias: dispensadas para empresas do Simples e para empresas com débitos de até R$ 500.000,00. Nos demais casos, poderão ser oferecidas fiança, hipoteca, penhor, anticrese e seguro. O governo também aceita arrolamento de bens.
Condições: a empresa, para entrar no Refis, precisa:
1º Confessar em caráter irrevogável e irretratável todas as suas dívidas referentes a tributos e contribuições incluídos no Programa;
2º Autorizar acesso irrestrito da Receita à sua movimentação financeira a partir do ingresso no Refis;
3º Enviar periodicamente ao governo informações sobre seu faturamento;
4º Aceitar as condições do Programa em caráter irrevogável;
5º Manter em dia seus pagamentos ao FGTS;
6º Manter em dia os pagamentos das parcelas do Refis e não atrasar mais os pagamentos à Receita e ao INSS.Com a transferência de 50% do patrimônio líquido da Bolsa paranaense, corretoras vão se tornar sócias do novo pregão
Kraw Penas/Arquivo FolhaESTRUTURA ENXUTAAbílio Peixoto, presidente da Bolsa do Paraná, defende a aliança: Racionalidade operacional





