O governo do Paraná anuncia nos próximos dias uma redução de 12% para 9% do ICMS cobrado sobre os carros produzidos no seu pólo automobilístico que são exportados para outros Estados, e vai definir um novo índice do imposto para os carros comercializados no próprio Paraná, que hoje é de 17%. A pressa na discussão do assunto foi em função da notícia de que o governo federal já teria fechado um acordo proposto por São Paulo para a redução do IPI de carros populares e de médio porte, em condições que prejudicariam o Paraná, hoje com um pólo de quatro montadoras.
A governadora em exercício Emília Belinati e o chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda fizeram uma bateria de telefonemas para Brasília, em negociações com os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Desenvolvimento, Celso Lafer. A articulação paranaense adiou o fechamento do acordo do governo federal com a Anfavea e a CUT para hoje. Antes, o governo vai ouvir Paraná e Minas Gerais, dois Estados, além de São Paulo, diretamente interessados no assunto.
O Paraná já sinaliza com uma redução de 12% para 9% na cobrança do ICMS dos carros vendidos a outros Estados para competir de igual para igual com São Paulo. O governador paulista Mário Covas já tinha antecipado que reduziria o ICMS para esse patamar, se o governo federal concordasse em derrubar os índices do IPI, de forma a reaquecer as vendas do setor e, em consequência, a economia do Estado.
A informação extra-oficial é que São Paulo estaria pressionando para manter o IPI de carros de porte médio - 1600 cilindradas - com uma aliquota de 22,5%, índice desvantajoso para o Paraná na competição com os carros populares, cujo IPI cai de 10% para 5%. O Paraná não produz modelos populares.

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