O Paraná vai funcionar como área intermediária de segurança para impedir a entrada da febre aftosa na região Sul do País. Essa garantia foi dada em Paris, pelo Ministério da Agricultura, durante reunião anual do Instituto de Epizootias, como estratégia para que os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul consigam ainda esse ano a declaração de área livre contra febre aftosa com vacinação.
Para o diretor de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Felizberto Queiroz Batista, esse procedimento até beneficia o Paraná porque é um reconhecimento de que as condições sanitárias aqui no Estado estão realmente boas, comparando com o restante do País. Na verdade essa transição será por pouco tempo porque o Paraná vai fazer o exame de sorologia para comprovar a ausência de vírus da febre aftosa nos rebanhos e com isso também estará apto a pedir a mesma declaração que Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão pleiteando, até o final do ano.
‘‘Tampão’’ Como Estado-tampão, o Paraná vai impedir a entrada de animais vindos de outros Estados com direção ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Isso não significa que o Defis irá montar barreiras nas divisas dos estados com o Mato Grosso do Sul e São Paulo, que são os limites ao Norte e Noroeste, explicou Batista. Pelo contrário, o trânsito será impedido na origem ou seja os animais não serão enviados para o Sul.
Para regulamentar essa situação, o Ministério da Agricultura baixou a portaria 57/97, que inicialmente foi mal interpretada, dando a impressão de que o trânsito de animais para o Sul estava novamente impedido. Para Felizberto Batista essa portaria até melhora a anterior de número 107 porque permite a entrada de animais paranaenses, nascidos e criados ou que tenham permanecido no Estado nos últimos dois anos.
Na verdade essa portaria é válida para todo o País, proibindo a entrada de animais nos dois Estados do Sul, só que na sequência começa a abrir precedentes para o Paraná porque corrige falhas da portaria anterior, que foi motivo de desentendimentos entre o Paraná e os dois Estados do Sul no ano passado, explicou Batista. As medidas da portaria que exigem a apresentação de exame sorológico negativo para febre aftosa, de quarentena na região de origem, de transporte de carga (animais e produtos de origem animal) lacrada por veterinário do serviço oficial, de transporte de animais acompanhado de guias de trânsito e passagem permitida somente para suínos procedentes de granjas certificadas são necessárias para a manutenção das condições sanitárias de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Aliás, 50% das granjas que criam animais para reprodução no Paraná são certificadas, o que revela a alta tecnologia adotada no Estado e os outros 50% estão em fase de obter o certificado. Segundo Batista, o próprio Paraná manifestou seu interesse na decretação dessa portaria, porque reafirma a necessidade de se manter aqui uma barreira protetora que realmente vai impedir o avanço da doença.

mockup