Paraná vai exportar também frango cozido
Curitiba Em quatro anos, o Paraná deverá estar exportando frango cozido para a Europa. O cozimento representa uma estratégia das indústrias para evitar que os países da Comunidade Européia recorram a barreiras sanitárias, que prejudicam as exportações brasileiras. ''Com o cozimento, acima de 85 graus, será impossível os países europeus alegarem qualquer problema de ordem sanitária'', disse Domingos Martins, presidente do Sindiavipar.
Duas cooperativas paranaenses, a Cotrefal, de Medianeira, e Coopervale, de Palotina, já estão adaptando suas plantas industriais para a produção do frango cozido. O frango, já cortado, será cozido com pouco sal para o consumidor adaptar o produto com o molho a seu gosto. No mercado interno, Martins prevê que também num período máximo de quatro anos a venda de frango inteiro nos mercados será coisa do passado.
Martins acredita que o Paraná dará um grande avanço nas exportações com o lançamento do frango cozido no mercado. Segundo ele, as indústrias do Estado, capitaneadas pelas cooperativas, exibem as plantas mais modernas do País e isso vai favorecer a adoção de novas estratégias de mercado para consolidar o Paraná como maior exportador de frango do País. No ano passado, as indústrias paranaenses faturaram US$ 331 milhões com as exportações. Para este ano, o Sindiavipar prevê um crescimento de 12% no faturamento. (V.C.)





