Paraná vai criar Plano de Defesa Agropecuária
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
O Estado do Paraná quer pôr em prática o mais rápido possível o Plano Estratégico de Defesa Agropecuária (Fundepec). O secretário da Agricultura, Hermas Brandão, entregou a proposta de implantação do Plano Estratégico de Defesa Agropecuária do Paraná, ao ministro da Agricultura Arlindo Porto. Brandão foi a Brasília dias atrás, acompanhado dos presidentes da Faep, Ágide Meneguette, e da Ocepar, João Paulo Koslovski e de representantes do Fundo.
A proposta, que une ações do setor privado e de governo, inclusive com investimentos compartilhados, prevê a criação de um sistema de defesa sanitária vegetal e animal, através da implantação de programas comunitários de controle sanitário, que terão por base o modelo de reforma da política de defesa agropecuária federal. O ministro disse que apóia a proposta e se comprometeu a encaminhar dentro de alguns meses os exames sorológicos, que comprovam a ausência do vírus da febre aftosa no rebanho paranaense para o Instituto de Epizootias, na França.
Para isso são necessários R$ 15,1 milhões, dos quais R$ 6 milhões já estariam assegurados pelo Ministério da Agricultura para financiar o programa de qualidade e competitividade, que vai permitir a instalação de mais unidades veterinárias no Estado, devidamente equipadas e com profissionais habilitados em função da contratação de médicos veterinários e engenheiros agrônomos.
Padrão O programa tem como meta a criação da Imagem Paraná de padrão internacional de qualidade que deverá gerar como benefício o crescimento das oportunidades de emprego e a melhoria do padrão de produção rural. A expectativa é que a reforma da defesa agropecuária do Paraná resulte em novos negócios com novos mercados, no aumento da competitividade interna e externa e do crescimento da renda rural.
A gestão do programa caberá ao Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e as ações serão compartilhadas através de câmaras setoriais de cadeias produtivas e de comitês regionais de defesa agropecuária. O sistema prevê a adoção de instrumentos de avaliação interna, estando sujeito às auditorias técnicas e administrativas dos órgãos governamentais.


