Curitiba - No próximo dia 27, representantes de produtores de suínos do Paraná e do poder público vão se reunir em Curitiba para definir um sistema de certificação da carne suína. A medida é uma exigência que a União Européia (UE) fez para comprar carne do Brasil. O projeto poderá servir de modelo para todo o Brasil.
Segundo o presidente do Sindicarnes, Péricles Salazar, a certificação vai atender exigências de uma missão da UE que percorreu o Sul do Brasil há dez dias. ‘‘Eles querem discutir a questão sanitária e implantar a rastreabilidade da carne suína’’, relatou.
Segundo Salazar, a implantação de um sistema eficaz de inspeção de qualidade é fundamental para conquistar novos mercados. ‘‘Atualmente só a Rússia está comprando nossa carne. Está bem difícil vender e, por isso, vamos atender as exigências, porque nossa intenção é abrir portas’’, afirmou.
O aumento nas exportações de carne suína é visto como a alternativa econômica para a manutenção do setor. O valor pago ao produtor caiu muito por causa do excedente de produção. Em 2001, o preço médio do quilo do suíno vivo era de R$ 1,20, mas, neste ano, oscila entre R$ 0,90 e R$ 1,10. ‘‘Os produtores investiram na produção, porque tinham expectativa de aumento nas exportações, o que não se concretizou’’, avaliou Gustavo FAnaya, assessor econômico do Sindicarnes.
‘‘Temos uma estrutura montada no Sul, com potencial incrível para produção de carne suína, mas como não há o hábito de consumo aqui no Brasil, por ser um país tropical, temos que buscar mercados externos’’, observou Fanaya. Para ele, a solução é direcionar a produção para o mercado externo. O Paraná abate atualmente cerca de 260 mil cabeças de suínos por mês, que equivalem a 17,5 mil toneladas, das quais 6% são exportados.

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