Paraná teve maior crescimento no emprego do Sul do País
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O emprego industrial no Paraná cresceu 6,8%, em novembro de 2004, ficando à frente dos demais Estados do Sul do País. Santa Catarina teve alta de 4,63% e o Rio Grande do Sul foi o único estado brasileiro a registrar queda (-0,7%), com o segmento de calçados e couro (-8,1%) exercendo o maior impacto negativo. O indicador nacional, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 4,2%, a nona taxa positiva consecutiva
Apesar de o Paraná ter registrado índice maior, segundo o IBGE, São Paulo, com variação de 4,4% teve a participação mais relevante no cômputo geral, em virtude de aumentos em 11 setores, em especial, máquinas e equipamentos (25,7%) e alimentos e bebidas (12,4%). Já os setores paranaenses que mais empregaram foram os de refino de petróleo e combustíves (26,52%), vestuário (26,29%) e meios de transporte (12,23%). Cinco segmentos registraram queda no contingente de trabalhadores. As maiores reduções aconteceram nos setores de metalúrgica básica (-5,2%) e de calçados e couro (-4,8%).
De janeiro a novembro do ano passado, o emprego no Paraná acumulou alta de 3,80% em comparação a igual período de 2003. Os setores que mais cresceram foram o de fumo (23,2%), vestuário (13,78%) e de máquinas e equipamentos (11,18%). O crescimento nacional, no acumulado do ano, foi de 1,7%, tendo São Paulo (1,2%) e Minas Gerais (4,3%) como principais responsáveis pela influência positiva.
Em relação à folha de pagamento real, em novembro na comparação com o mesmo mês de 2003, o IBGE apontou crescimento de 7,3%, índice superior ao nacional, que ficou em 6,9%. Quatorze atividades registraram ganhos reais na folha salarial, enquanto quatro tiveram perdas. Os segmentos paranaenses que registraram os maiores aumentos nos salários, em novembro, foram os de alimentos e bebidas (12,6%) e vestuário (43%). No ano, a folha de pagamento real, no Paraná, acumula alta de 8,6%, com destaque para os segmentos de fumo (40%), vestuário (35,74%) e de máquinas e equipamentos (26,12%).


