Paraná terá R$ 2 bi para custeio e investimentos
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
Os produtores paranaenses receberão R$ 2 bilhões em financiamento para custeio e investimento da safra agrícola 2001/2002. Este volume de dinheiro é 25% maior em relação ao que foi aplicado na atual safra.
O anúncio da quantidade extra de recursos foi feito ontem pelo presidente do Banco do Brasil, Eduardo Guimarães. Ele esteve em Curitiba para visitar agências e acabou tendo um encontro com o governador Jaime Lerner e com lideranças rurais.
O crédito agrícola para este ano já se encontra à disposição dos pequenos, médios e grandes produtores, em todo o Estado. Por enquanto, foram disponibilizados para custeio prévio R$ 500 milhões em todo o País: R$ 160 milhões para o Paraná.
O dinheiro para a safra paranaense representa 20% do total que vai para o País ( R$ 10,5 bilhões). O aumento da carteira de crédito se deu tanto para o Paraná quanto para os demais estados. No ano passado, foram liberados R$ 8,6 bi.
O presidente do Banco do Brasil garantiu que o dinheiro extra está mais acessível neste ano. Trabalhamos sobre uma demanda maior e observamos que houve um crescimento dos pedidos em algumas regiões, disse Guimarães. Do total, 90% dos recursos têm uma taxa fixa de juros.
Os grandes e médios agricultores podem tomar o empréstimo a um juro anual de 8,75%. Para pequenos produtores, atendidos pelo Pronaf, juros são de 3%, se não houver atraso no pagamento, e de 4% em caso de o prazo não ser respeitado. O diretor de Crédito Rural do BB, Ricardo Conceição, informou que 25% dos contratos vão para os pequenos. Se forem consideradas as cooperativas, o índice sobe para 50%.
As condições do financiamento foram mantidas em relação à safra passada. Os juros são os mesmos apesar dos últimos anúncios de elevação da taxa de juros feita pela equipe econômica. Não cogitamos mudar, disse o presidente do BB. O início do pagamento do empréstimo se dá 30 dias após a colheita, em cinco parcelas.
O volume de dinheiro anunciado ontem agradou o governo do Estado. Os recursos refletem o apoio do Banco do Brasil à agricultura do Paraná, declarou o governador Jaime Lerner. A diretoria do BB disse que a inadimplência no Paraná é pequena: 0,012%, enquanto em alguns estados chega a variar de 1,5% e 2%.


