Paraná terá R$ 100 milhões para financiar pequena e média empresa
O governo do Paraná aposta no aumento da oferta de empregos em todo o Estado com a criação de uma agência de fomento e desenvolvimento com prioridade para o atendimento à pequena e média empresa. A informação é do secretário do Planejamento, Miguel Salomão, durante palestra proferida ontem, em Curitiba, na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Segundo o secretário, a agência deverá ser criada em 60 dias, com uma capitalização inicial de R$ 100 milhões, com recursos financiados pelo governo federal. A criação da agência vai permitir a diversificação do atendimento à pequena e média empresa, por meio de um fundo de aval e da equalização das taxas de juros nos empréstimos.
A agência deverá contar ainda com os recursos do Proger, que já atendeu 57 mil pequenas empresas do Estado. Além disso, o governo do Estado estuda uma atuação integrada com o Banco do Brasil para elevar o volume de recursos que serão colocados no atendimento do pequeno e médio empreendimento. Com a agência, a meta é triplicar o atendimento, anunciou Salomão. A criação da agência de fomento e desenvolvimento faz parte do plano de reestruturação das finanças públicas do Estado, que inclui o Banestado.
Com essa reforma, o setor de fomento do banco é extinto, e este deverá operar estritamente como banco comercial. E a agência que será criada pelo governo fica responsável pelo fomento aos setores industrial, comercial e agropecuário, completou Salomão. Os recursos emprestados pelo governo federal terão juros fixos de 6% ao ano, que deverão contribuir para o governo do Paraná estudar uma equalização nas taxas nas operações de repasse às pequenas e médias empresas, disse o secretário. Para ele, os reflexos da política monetária não podem afetar os investimentos, como ocorreu no ano passado quando o empreendedor foi flagrado com uma alta inesperada dos juros, justificou.
O Fundo de Aval vai permitir o acesso do pequeno e médio empresário ao sistema financeiro, que hoje enfrenta dificuldades em função do excesso de exigências para concessão de crédito. Os recursos serão priorizados para as atividades que estão de acordo com a vocação de desenvolvimento de cada região. Segundo o secretário, todos os projetos terão a supervisão e acompanhamento das universidades estaduais e dos órgãos de pesquisa.
Salomão antecipou que os setores com potencial exportador deverão ser beneficiados. Ele citou como exemplo os produtos elaborados com características típicas da região, que não têm produção em escala.São setores da economia que não recebem investimentos externos e que atendem perfeitamente nichos de mercado, explicou o secretário.Arquivo FolhaInstrumento de estímuloO secretário do Planejamento, Miguel Salomão: Agência de Fomento deve ser criada em 60 diasVânia Casado





